segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O SENHOR JESUS COMO ADVOGADO DOS CRISTÃOS

A obra do Senhor Jesus como Salvador é para os pecadores. A obra do Senhor Jesus como Advogado é para os cristãos. Como Salvador, o Senhor Jesus consumou a obra da cruz. Como Advogado, Ele aplica a obra da cruz. Os pecados dos pecadores são perdoados por meio da redenção da cruz. Os pecados dos cristãos são perdoados por meio da defesa que é baseada na redenção da cruz.

Essa defesa apresenta a obra da cruz a Deus. Ela mostra a Deus o que o Senhor Jesus fez, para que Ele não condene o cristão por seus pecados. Nós temos um Advogado diante de Deus. A morte do Senhor Jesus é a prova da nossa imputabilidade apresentada diante de Deus.

O Senhor Jesus se tornou Advogado para todo cristão que comete pecados, da mesma forma como se tornou Salvador para todo pecador. Não foi depois que nos arrependemos, cremos e fomos regenerados que o Senhor Jesus morreu por nós; antes, foi enquanto ainda éramos pecadores que Cristo se tornou nosso Salvador:

“Mas Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

Da mesma forma, não é que primeiramente nos arrependemos, e depois Ele se torna nosso Advogado. Pelo contrário, mesmo enquanto estamos pecando, Ele se torna nosso Advogado. Essa é a razão de João dizer que, se algum cristão pecar, ele já tem um Advogado junto ao Pai (1 João 2.10. Sempre que pecar, naquele momento, o Senhor Jesus já é seu advogado diante de Deus. Naquele exato momento, o Senhor Jesus mostrará a Deus Sua obra na cruz, e Deus terá de justificar nossos pecados.

É claro que o arrependimento é importante. Um cristão pode e deve confessar e arrepender-se, porque Jesus é o seu Advogado. Por termos o Senhor Jesus como nosso Advogado, nos defendendo e falando por nós enquanto pecamos, é que devemos nos arrepender, confessar os nossos pecados e pedir perdão. No entanto, é preciso entender que a obra de defesa do Senhor não acontece no momento em que nos arrependemos; antes, ela acontece enquanto estamos pecando.

Reiteramos isso: Quando pecamos, o Senhor Jesus já é nosso Advogado. Posteriormente somos levados ao arrependimento e à confissão. Ele cumpriu toda a obra em um dia e tudo está incluído naquela obra. Hoje, o Senhor pode apresentar essa obra a Deus. Deus não irá condenar-nos, porque todo o débito já foi pago. Todos os débitos, passados e futuros, foram pagos. Todos os nossos pecados foram lavados pelo sangue de Jesus. Ele é o Advogado. Mas, de nossa parte, que devemos fazer? Leiamos 1 João 1:7:

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”.

 Que significa andar na luz? O homem acha que estar sem pecado e ser santo é andar na luz. Mas não é este o significado aqui. João não diz que devemos andar na luz como Deus anda na luz. Não é dito aqui que Deus anda na luz. Diz aqui que devemos andar na luz como Ele está na luz   

Que significa essa diferença? No Antigo Testamento, no Santo dos Santos, Deus estava no escuro e o homem não podia vê-Lo. No Lugar Santo havia uma lâmpada e no átrio exterior havia o sol, mas no Santo dos Santos não havia nenhuma luz. Deus, ali era um desconhecido. O homem podia somente fazer suposições sobre Ele. Mas graças ao Senhor, pois hoje Deus foi manifestado em Jesus de Nazaré. Deus agora está na luz; Ele não está mais na escuridão.

Hoje, Deus é um Deus conhecido, um Deus revelado. O evangelho sobre Jesus de Nazaré é a revelação de Deus. Quando a luz do evangelho resplandece, nós vemos Deus. O versículo significa que não devemos mais buscar a Deus no Antigo Testamento. Hoje Deus manifestou a Si mesmo. Se Ele não tivesse se manifestado, estaríamos tateando sem esperança, desnorteados, sem saber que tipo de Deus Ele é. Ainda teríamos que fazer suposições sobre Ele.

Hoje nosso Deus não é mais um Deus de “bastidores”. Ele agora está no “palco”, é o Deus revelado. A palavra revelação, em grego é apocalypsis. Apo significa fora, e calypsis significa véu. Assim apocalypsis significa tirar o véu. O apocalypsis é o abrir da cortina. Hoje Deus está na luz. Ele é um Deus exposto. Que devemos fazer então? Devemos andar na luz. Hoje Deus falado. Não há mais necessidade de fazer suposições. Hoje Deus está na luz. Ele já se revelou no evangelho. Se andarmos nessa revelação, o resultado é a comunhão. Haverá comunhão entre os cristãos e comunhão com Deus.

A Bíblia nunca traz a idéia de múltiplas purificações. A verdade bíblica é a purificação contínua. O sangue do Filho de Deus continuamente nos purificando de nossos pecados é a 0bra do Advogado. A obra da cruz é uma vez por todas, mas a obra de Seu sangue é a da purificação contínua. A eficácia de Seu sangue dura para sempre, porque o Senhor Jesus é nosso Advogado no céu continuamente. A obra do Salvador aconteceu somente uma vez, mas ela tem prosseguimento na obra do Advogado. Essa é a parte de Deus na obra da purificação contínua dos pecados dos cristãos.  

  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A VERDADE SE OPÕE À HERESIA

Ao estudarmos as doutrinas da salvação eterna, da eleição, da predestinação, da disciplina e recompensa, podemos ter a sensação de que algumas conclusões são heréticas. Essa sensação nos leva a rejeitá-las de antemão. Nega-mo-nos a analisar os argumentos, pois já julgamos e desprezamos os mesmos. Essa é uma atitude que precisamos evitar.

Por outro lado devemos saber que somente os que compreendem a verdade podem opor-se à heresia. Uma heresia não pode opor-se a outra heresia. No entanto, sabemos que todas as heresias não são heresia pura; elas são a verdade acrescentada de um pequeno erro. Heresia é acrescentar coisas erradas a coisas certas. Adicione um pouco do pensamento do homem ao pensamento de Deus e você terá uma heresia.

Por exemplo: o catolicismo prega a doutrina do purgatório. As pessoas que não conhecem as doutrinas Bíblicas não são capazes de dizer se a doutrina do purgatório está certa ou errada. Aqueles que tem estudado com seriedade a doutrina da disciplina e recompensa poderão perceber que a doutrina do purgatório está absolutamente errada. Você pode dizer que é uma heresia.

Na Bíblia vemos que a disciplina de Deus sobre os cristãos ocorre no milênio, mas os católicos dizem que há um purgar ocorrendo hoje. Eles dizem que se um cristão não viver à altura do padrão na terra hoje, ele não será capaz de ir para o céu. Por conseguinte, ele terá de ser purgado. Portanto, eles dizem que tão logo um cristão morra, ele começa a ser purgado e é purgado até que a obra seja completada. Entretanto, não existe absolutamente tal ensinamento na Bíblia.

A Bíblia nunca diz que assim que um cristão morre, ele será purgado no Hades. A Bíblia nos mostra que haverá a disciplina no reino futuro, mas não há o purgar no Hades hoje.

Os católicos são vítimas de outro grave engano. Eles pensam que se assegurarem, para si mesmos, indulgências enquanto estiverem vivos ou se após morrerem os padres orarem por eles, eles serão aliviados de alguma purificação do purgatório. Contudo, a Bíblia nunca diz algo semelhante a isso. A Bíblia diz somente que aquele que tem misericórdia dos outros obterá misericórdia. A oração dos padres não fará nada pelos mortos. A Bíblia nunca nos ensina a orar pelos mortos.

Outro engano terrível é acreditar que um homem não será salvo até que tenha sido completamente purificado no purgatório. Isso é uma completa reviravolta do ensino da Bíblia. A Bíblia nos mostra que não há outro nome no céu ou na terra além do nome do Senhor Jesus pelo qual devamos ser salvos (Atos 4.12). Somente Ele pode salvar-nos. Fora do Senhor Jesus não há salvação.

Disciplina e punição não são para salvação, mas para santificação. A questão da nossa salvação está determinada bem antes de Deus disciplinar alguém, mas ainda há coisas em que nós não combinamos com Ele. Ainda existem imperfeições e áreas que não estão à altura do padrão. Portanto, existe disciplina nesta era e disciplina no Reino vindouro.

Se conhecermos a verdade bíblica, perceberemos que a doutrina do purgatório anula a graça. Agradeço a Deus que, embora eu seja um pecador imundo, por meio do Senhor Jesus, eu agora estou salvo. Quando eu morrer, não tenho de ser purgado, pois a salvação não depende de mim, mas do Senhor Jesus. Certamente estou salvo. A disciplina é o meio de Deus fazer-nos perfeitos como Ele é perfeito. Ele nos castiga a fim de sermos como Ele, até mesmo para sermos o que Ele é. Deus nos corrige para sermos “participantes da sua santidade” (Hb 12.5-10).  Isso nada tem a ver com nossa salvação. É um assunto dentro de Sua família.  

Finalmente, somente depois de conhecermos isso seremos capazes de lidar com a heresia no protestantismo. Hoje, entre os protestantes, estão sendo difundidos dois tipos de erros. Primeiro, um grupo de teólogos protestantes propõe que desde que um homem é “salvo, salvo para sempre”, e pode fazer qualquer coisa em sua conduta. Uma vez que um cristão é salvo eternamente, eles dizem, ele pode ser mau até morrer e ainda estará no Reino. Ele, entretanto, ocuparia uma posição bem inferior no Reino. Nesse caso, sua maior perda consiste em ocupar uma posição mais baixa no reino.
Esse tipo de ensinamento fará com que o homem seja desleixado e irresponsável. Então, que é graça para eles? Para eles a graça é uma desculpa para desleixo e licenciosidade.

Há outro grupo de protestantes que diz que depois que uma pessoa crê, ainda existe a possibilidade de ela perder a sua salvação. Talvez ela esteja salva e não-salva três ou quatro vezes ao dia. Se esse fosse o caso, o livro da vida seria, sem dúvida, muito confuso. Se um homem é condenado tão logo peque e se vai para o inferno tão logo transgrida, devemos questionar se a salvação é pela graça ou pelas obras. Ambos os grupos são extremistas demais, muito embora ambos tenham certa base bíblica.

A Bíblia nos mostra claramente que quando um homem é salvo, ele está eternamente salvo. A Bíblia também nos revela com clareza que é possível um cristão ser “lançado na Geena” temporariamente. Mas o problema é que alguns irmãos, por um lado, insistem que a salvação é eterna e não há tal coisa de disciplina no Reino, enquanto outros irmãos, por outro lado, insistem que se podemos ser “lançados na Geena”, então a vida eterna é incerta e, portanto, podemos ir para a perdição eterna.

Contudo, se virmos a diferença entre a era do Reino e a eternidade, e a diferença entre a punição temporária do milênio e a punição eterna, estaremos esclarecidos de que um cristão pode receber punição no futuro, mas ao mesmo tempo, saber que Deus tem dado a vida eterna às Suas ovelhas, e elas jamais poderão perdê-la. Esse conhecimento dá-nos a ousadia de dizer que uma vez que fomos salvos, estamos eternamente salvos. Depois que uma pessoa é salva pela graça, ela jamais perecerá novamente.


Dessa forma, nós não somente resolvemos adequadamente o problema do purgatório do catolicismo, como também fizemos uma distinção entre salvação eterna e disciplina. Que o Senhor nos conceda a graça e nos mostre que a questão da salvação eterna está resolvida devido à obra de Jesus de Nazaré, mas a situação de alguém no Reino dos Céus é determinada pela própria pessoa.       

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A DOUTRINA DA RECOMPENSA E DA PUNIÇÃO EM RESUMO

Vimos diversos aspectos importantes a respeito da salvação eterna e também vimos sobre a punição na era vindoura. Trata-se de um tema bastante polêmico e quase desconhecido por grande parte dos cristãos, mas que, por estar na Bíblia, deve ser levado em consideração. Apresentaremos aqui um resumo de tudo o que já foi publicado nos Diários do Reino.

O futuro dos cristãos é muito simples. Para uma pessoa salva o assunto do novo céu e nova terra, incluindo toda a eternidade, está resolvido. No entanto, a era do reino é duvidosa. Ninguém ousa dizer algo sobre o que ocorrerá. O que temos de resolver hoje é o problema do Reino dos Céus.

No Reino há muitas posições a serem ocupadas pelos cristãos. Muitos reinarão com Cristo por ter trabalhado fielmente e por ter sofrido perseguição, vergonha e sofrimento por amor a Cristo. Alguns podem não ter sofrido perseguição, vergonha e sofrimento, contudo eles viveram uma vida limpa. Apesar de não terem feito nada que mereça um mérito especial eles, pelo menos, deram um copo de água para um pequenino por causa do Senhor (Mt 10:42). Eles também receberão uma recompensa; entretanto, sua recompensa será bem pequena.

Na era do Reino, segundo a Bíblia, alguns cristãos receberão uma grande recompensa; outros receberão uma pequena recompensa. Os que não receberão recompensa também estão divididos em algumas categorias. Um grupo não entrará no Reino de modo algum. A Bíblia não nos diz para onde eles irão; diz apenas que serão mantidos fora do Reino, nas trevas exteriores (Mt 8:12; 22:13; 25:30; Lc 13:28). Eles serão deixados fora da glória de Deus por um tempo.
Haverá também muitos que, além de não terem trabalhado bem, têm pecados específicos que ainda não foram tratados. Eles são salvos, mas ao morrer, ainda tinham pecados com os quais não trataram e dos quais não se arrependeram; eles ainda têm o problema do pecado. Esses tais serão temporariamente submetidos ao fogo e sairão somente depois de terem pago todo o seu débito. Eu não sei, na verdade, de quanto tempo esse período será, mas durará no máximo até o final do Reino milenar.
Ainda há muitas coisas das quais não estamos esclarecidos acerca do futuro, mas a Bíblia mostrou-nos o suficiente. Embora haja detalhes que ainda não vimos, nós de fato sabemos o que os filhos de Deus enfrentarão. Alguns receberão uma recompensa; alguns experimentarão corrupção. Alguns serão aprisionados, e outros serão lançados no fogo e serão queimados.
Volto a frisar que a questão da nossa salvação está muito clara. Quando um homem crê no Senhor Jesus, tanto a salvação como a vida eterna estão determinadas para ele. Mas, da salvação até sua morte, as obras de uma pessoa, isto é, seus fracassos ou suas vitórias, determinarão seu destino no Reino. Nosso Deus é um Deus justo.
Por um lado, nossa salvação é livre, e os que crêem terão vida eterna. Ninguém pode contrariar esse fato. Por outro lado, não podemos pecar à vontade, simplesmente porque recebemos vida eterna. Se produzirmos cardos e abrolhos, seremos punidos. Se o Senhor Jesus não pode desligar-nos de nossos pecados e se não resolvermos todas as coisas em nossa vida, Deus não terá escolha a não ser castigar-nos no futuro; Ele não terá escolha, senão purificar-nos com punições específicas, de maneira que possamos estar juntos com Ele no novo céu e nova terra.
Deus é um Deus justo. O que Ele preparou também é justo. Desde que tenhamos entendido estas coisas, devemos aprender a lição e acatar as advertências de Deus. É verdade que o Senhor Jesus nos salvou, mas subjetivamente falando, se não permitirmos que o Espírito Santo trabalhe o Senhor Jesus em nosso homem interior, Deus terá de nos castigar para que possamos receber benefício e ser considerados dignos de estar com Ele.   
Se apenas pregarmos a graça sem pregar o Reino, a igreja sofrerá e os filhos de Deus sofrerão; e quando o Reino vier, haverá sofrimento ainda maior. Eu devo dizer, porquanto tenho o dever de dizer isso: Se estas coisas são reveladas pela Palavra de Deus e se Deus as tem dito, que posso eu fazer? Como desejaria não ter de escrever sobre essas coisas. Como desejaria poder pregar algo que todos gostassem de ouvir.
Eu não sou Mateus, não sou Marcos, não sou Paulo. Não escrevi o livro de Hebreus, e não escrevi Apocalipse. Se eu fosse escritor, poderia mudar as coisas. Mas essas coisas são a Palavra de Deus. Ele as tem falado e tem determinado que elas sejam assim. Amigos, ao ler a Bíblia, temos de ler aquilo que Deus disse. Vocês não devem considerar aquilo que o homem diz. Vocês somente devem cuidar do que Deus disse.
A maior dificuldade hoje ao estudar a Bíblia reside no preconceito que existe na mente dos filhos de Deus. Eles têm aquilo que consideram verdade e aquilo que consideram como heresia. Eles acham que tudo o que combina com eles é verdade, e tudo o que não combina com eles e difere deles é heresia. Não obstante o quanto a base seja bíblica, qualquer pensamento ou conceito contrário ao deles é considerado heresia. No entanto, o que está em questão hoje é aquilo que Deus disse. Estou alegre em meu coração porque posso pregar a “heresia” da Palavra de Deus e posso opor-me à “verdade” do ensinamento do homem.
Hoje temos de estar esclarecidos diante do Senhor. Não podemos estar sob nenhuma outra autoridade que não seja a Palavra de Deus. Não conheço nenhuma outra autoridade. Ignoro a opinião dos teólogos, ignoro a palavra dos homens, não sei o que é a tradição das igrejas. Eu sei apenas o que a Bíblia diz, e somente o que ela diz é que interessa.
Devemos sujeitar-nos somente a ela. Não podemos mudar a Palavra de Deus. A Palavra de Deus relata-nos o destino de Seus filhos. Ela conta o que experimentaremos no Reino. Devemos prestar atenção a estas questões, pois cedo ou tarde nos depararemos com elas novamente. Se dermos atenção a elas, seremos cuidadosos na maneira de viver na terra hoje.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

RECEBER VIDA NO REINO NA ERA VINDOURA

Ao pregarmos o evangelho, dizemos às pessoas que recebemos a vida eterna, crendo em Jesus Cristo. Se uma pessoa crer Nele, ela terá a vida eterna. Essa é nossa mensagem. Mas a questão é: Quando é que esta vida eterna é manifestada, revelada e desfrutada?

Hoje, nossa mente e espírito estão sendo constantemente perseguidos pela morte. Satanás ainda é muito forte. Sendo assim, quando a vida eterna será plenamente manifestada? Será no novo céu e nova terra? Ou isso ocorrerá no Reino dos céus?

Leiamos João 5:24: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a Minha palavra e crê Naquele que Me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”

Aqui vemos que desde que uma pessoa creia, ela tem a vida eterna. Contudo, o versículo 29 diz que os que tiverem feito o bem sairão para a ressurreição da vida, enquanto os que tiverem praticado o mal sairão para a ressurreição do juízo: 
e sairão; os que fizeram o bem para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.  

O versículo 24 diz claramente que já temos a vida eterna. Mas o versículo 29 diz que alguns não terão a vida eterna, senão após a ressurreição. Você consegue ver a diferença aqui?

Marcos 10:30 diz: “Que não receba cem vezes mais agora, neste tempo, casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e no século vindouro a vida eterna”.

Aqui o Senhor Jesus menciona novamente a vida eterna. Devemos perceber que tipo de vida eterna é essa. A vida eterna em Marcos 10:30 não é a vida eterna da era da igreja referida no Evangelho de João e nem mesmo a vida eterna no novo céu e nova terra. Perceba que essa vida eterna será na era vindoura.

A frase “no século vindouro” na língua original significa a era seguinte ou a era subseqüente. Hoje estamos na era da graça. A próxima era será a era do reino, isto é, a era do Milênio. Em Marcos o Senhor diz que uma pessoa pode receber a vida eterna na era vindoura. Isso não se refere à vida eterna que recebemos quando cremos no Senhor.

Antes que o Senhor falasse essa palavra, um homem veio a Jesus, perguntando o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Essa questão estava relacionada com as obras. Assim sendo, o Senhor Jesus lhe disse que antes que pudesse herdar essa vida eterna, ele deveria guardar a lei e vender tudo o que tinha. No Evangelho de João, o Senhor Jesus nos mostra claramente que a vida eterna provém da graça e não das obras. Então por que Ele diz ao homem que ele deveria guardar a lei e vender tudo o que tinha antes de poder herdar a vida eterna?    

É porque a vida eterna descrita aqui em Marcos 10 é diferente daquela descrita em João. A vida eterna em Marcos 10 é recebida por meio das obras. A vida eterna em João é recebida pela fé. Após o jovem partir, o Senhor Jesus olhou ao Seu redor e disse aos discípulos: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” (v.23). Ao dizer isso, o Senhor colocou a vida eterna e o Reino de Deus juntos.
Portanto, a vida eterna de que Jesus fala aqui é a vida eterna no Reino. A vida eterna no Reino é obtida por meio de obras. Ela é obtida através de consagração, de sofrimento, de renúncia e por suportar injúrias pelo Senhor. 

Para o cristão, a questão da vida eterna nesta era está resolvida. A questão da vida eterna na eternidade também está resolvida. Contudo, se ele terá ou não a vida eterna no Reino depende de: se ele ama ou não ao Senhor; se abandona tudo por causa do evangelho; se nega a si mesmo em todas as coisas e se rejeita o mundo.

Em muitas porções de Mateus, a frase “vida eterna” é usada como sinônimo da palavra “reino”. Por exemplo, em Mateus 7:14 diz: “Mas estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que a encontram”

Hoje muitos pregam o evangelho usando essa passagem, e exortam as pessoas a entrar pela porta estreita e tomar o caminho apertado. Todavia, se alguém fosse salvo por entrar pela porta estreita e por tomar o caminho apertado, a salvação não seria pela graça, mas por obras, e se tornaria uma recompensa por termos entrado pela porta estreita e tomado o caminho apertado.

A vida eterna como é revelada no livro de Mateus não se refere à vida eterna de hoje, mas sim, à vida no Reino Milenar. Para poder reinar com Cristo no Reino, uma pessoa deve entrar pela porta estreita e andar no caminho apertado. Se alguém não obedecer aos mandamentos de Deus e à Sua vontade, perderá a vida eterna. Entretanto, isso não significa que ele irá perecer, mas perderá a vida eterna no Reino.

Se esse problema está esclarecido e resolvido, então o problema das eras na Bíblia estará claramente solucionado. Na era da igreja, todas as coisas são pela graça. Ao final da era da igreja, Deus estabelecerá Seu Reino por meio do Seu Filho. No Reino, somente os servos fiéis reinarão com Cristo ao serem ressuscitados de entre os mortos. A Bíblia nos mostra isso claramente.

Nesse caso, o que será daqueles que ficarão de fora do reino? Muitos cristãos têm um andar inadequado. Eles não vivem de maneira piedosa. Amam o mundo e andam conforme a maneira do homem. Não obedecem à Palavra de Deus, mas em vez disso fazem somente o que gostam de fazer. Eles tentam agradar a homens. Buscam a glória do homem em vez da glória de Deus. Eles cometem muitos erros e pecados e não foram disciplinados pelo Senhor nesta era.

Após morrerem e serem ressuscitados naquele dia, eles poderão reinar com o Senhor? Não! O Reino é um tempo de justiça e para ser justo o Senhor não irá dar a estes a mesma recompensa dada aos que foram fiéis. A Bíblia nos mostra que tais cristãos terão uma punição específica e definida.

Sabemos que nosso Deus é um Deus justo. No futuro, no trono de julgamento, Ele nos julgará segundo a justiça. Por favor, lembre-se de que a nossa salvação eterna no novo céu e nova terra é inabalável. Somos gratos ao Senhor, pois isso é pela graça. Mas se hoje nossos problemas não forem tratados especificamente, sofreremos punição específica no Reino futuro.

Há muitas passagens na Bíblia que mencionam a punição de Deus para os cristãos derrotados, no Reino Milenar. Consideremos Mateus 18:1-3:
 “Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos perguntando: Quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando a Si uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”

Para entrarmos no reino dos céus, temos de converter-nos e tornar-nos como crianças. Quem não fizer isso ficará de fora.

Este é um assunto muito importante e não é possível esgotá-lo em uma página. Voltaremos a falar sobre isso.     
RECEBER VIDA NO REINO NA ERA VINDOURA

Ao pregarmos o evangelho, dizemos às pessoas que recebemos a vida eterna, crendo em Jesus Cristo. Se uma pessoa crer Nele, ela terá a vida eterna. Essa é nossa mensagem. Mas a questão é: Quando é que esta vida eterna é manifestada, revelada e desfrutada?

Hoje, nossa mente e espírito estão sendo constantemente perseguidos pela morte. Satanás ainda é muito forte. Sendo assim, quando a vida eterna será plenamente manifestada? Será no novo céu e nova terra? Ou isso ocorrerá no Reino dos céus?

Leiamos João 5:24: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a Minha palavra e crê Naquele que Me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”

Aqui vemos que desde que uma pessoa creia, ela tem a vida eterna. Contudo, o versículo 29 diz que os que tiverem feito o bem sairão para a ressurreição da vida, enquanto os que tiverem praticado o mal sairão para a ressurreição do juízo: 
e sairão; os que fizeram o bem para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.  

O versículo 24 diz claramente que já temos a vida eterna. Mas o versículo 29 diz que alguns não terão a vida eterna, senão após a ressurreição. Você consegue ver a diferença aqui?

Marcos 10:30 diz: “Que não receba cem vezes mais agora, neste tempo, casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e no século vindouro a vida eterna”.

Aqui o Senhor Jesus menciona novamente a vida eterna. Devemos perceber que tipo de vida eterna é essa. A vida eterna em Marcos 10:30 não é a vida eterna da era da igreja referida no Evangelho de João e nem mesmo a vida eterna no novo céu e nova terra. Perceba que essa vida eterna será na era vindoura.

A frase “no século vindouro” na língua original significa a era seguinte ou a era subseqüente. Hoje estamos na era da graça. A próxima era será a era do reino, isto é, a era do Milênio. Em Marcos o Senhor diz que uma pessoa pode receber a vida eterna na era vindoura. Isso não se refere à vida eterna que recebemos quando cremos no Senhor.

Antes que o Senhor falasse essa palavra, um homem veio a Jesus, perguntando o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Essa questão estava relacionada com as obras. Assim sendo, o Senhor Jesus lhe disse que antes que pudesse herdar essa vida eterna, ele deveria guardar a lei e vender tudo o que tinha. No Evangelho de João, o Senhor Jesus nos mostra claramente que a vida eterna provém da graça e não das obras. Então por que Ele diz ao homem que ele deveria guardar a lei e vender tudo o que tinha antes de poder herdar a vida eterna?    

É porque a vida eterna descrita aqui em Marcos 10 é diferente daquela descrita em João. A vida eterna em Marcos 10 é recebida por meio das obras. A vida eterna em João é recebida pela fé. Após o jovem partir, o Senhor Jesus olhou ao Seu redor e disse aos discípulos: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” (v.23). Ao dizer isso, o Senhor colocou a vida eterna e o Reino juntos.

Portanto, a vida eterna de que Jesus fala aqui é a vida eterna no Reino. A vida eterna no Reino é obtida por meio de obras. Ela é obtida através de consagração, de sofrimento, de renúncia e por suportar injúrias pelo Senhor. Para o cristão, a questão da vida eterna nesta era está resolvida. A questão da vida eterna na eternidade também está resolvida. Contudo, se ele terá ou não a vida eterna no Reino depende de: se ele ama ou não ao Senhor; se abandona tudo por causa do evangelho; se nega a si mesmo em todas as coisas e se rejeita o mundo.

Em muitas porções de Mateus, a frase “vida eterna” é usada como sinônimo da palavra “reino”. Por exemplo, em Mateus 7:14 diz: “Mas estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que a encontram”. Hoje muitos pregam o evangelho usando essa passagem, e exortam as pessoas a entrar pela porta estreita e tomar o caminho apertado. Todavia, se alguém fosse salvo por entrar pela porta estreita e por tomar o caminho apertado, a salvação não seria pela graça, mas por obras, e se tornaria uma recompensa por entrar pela porta estreita e por tomar o caminho apertado.

A vida eterna como é revelada no livro de Mateus não se refere à vida eterna de hoje, mas sim, à vida no Reino Milenar. Para poder reinar com Cristo no Reino, uma pessoa deve entrar pela porta estreita e andar no caminho apertado. Se alguém não obedecer aos mandamentos de Deus e à Sua vontade, perderá a vida eterna. Entretanto, isso não significa que ele irá perecer, mas perderá a vida eterna no Reino.

Se esse problema está esclarecido e resolvido, então o problema das eras na Bíblia estará claramente solucionado. Na era da igreja, todas as coisas são pela graça. Ao final da era da igreja, Deus estabelecerá Seu Reino por meio do Seu Filho. No Reino, somente os servos fiéis reinarão com Cristo ao serem ressuscitados de entre os mortos. A Bíblia nos mostra isso claramente.

Nesse caso, o que será daqueles que ficarão de fora do reino? Muitos cristãos têm um andar inadequado. Eles não vivem de maneira piedosa. Amam o mundo e andam conforme a maneira do homem. Não obedecem à Palavra de Deus, mas em vez disso fazem o que eles mesmos gostam de fazer. Eles tentam agradar a homens. Buscam a glória do homem em vez da glória de Deus. Eles cometem muitos erros e pecados e não foram disciplinados pelo Senhor nesta era.

Após morrerem e serem ressuscitados naquele dia, eles poderão reinar com o Senhor? Não! O Reino é um tempo de justiça e para ser justo o Senhor não irá dar a estes a mesma recompensa dada aos que foram fiéis. A Bíblia nos mostra que tais cristãos terão uma punição específica e definida.

Sabemos que nosso Deus é um Deus justo. No futuro, no trono de julgamento, Ele nos julgará segundo a justiça. Por favor, lembre-se de que a nossa salvação eterna no novo céu e nova terra é inabalável. Somos gratos ao Senhor, pois isso é pela graça. Mas se hoje nossos problemas não forem tratados especificamente, sofreremos punição específica no Reino futuro.

Há muitas passagens na Bíblia que mencionam a punição de Deus para os cristãos derrotados, no Reino Milenar. Consideremos Mateus 18:1-3:
 “Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos perguntando: Quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando a Si uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”

Para entrarmos no Reino dos céus, temos de converter-nos e tornar-nos como crianças. Quem não fizer isso ficará de fora. Este é um assunto muito importante e não é possível esgotá-lo em uma página. Voltaremos a falar sobre isso.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O REINO É O TEMPO DA PUNIÇÃO FUTURA

“O Senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe. Ele o punirá severamente e lhe dará lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 24.50,51).

Exatamente quando ocorrerá a punição futura? Está claro que haverá punição no futuro após o Senhor voltar; mas em que momento após a volta de Jesus isso ocorrerá?

Para obter uma resposta baseada na Palavra de Deus precisamos considerar três eras na Bíblia. A era presente, que pode ser chamada de era da graça ou, também de era da igreja. A era vindoura pode ser chamada de era do reino ou era do milênio, pois tal era durará somente mil anos (Ap 20:6). Após a era vindoura, ainda há outra era, que é uma era eterna. É a era do novo céu e nova terra.

A Bíblia apresenta-nos essas três eras. A era da igreja é a era da graça, porque a graça e o amor de Deus são manifestados nela. Nesta era Deus salva os injustos e leva o homem a receber a graça do Senhor Jesus. Tudo nesta era é proveniente da graça, mas a era vindoura será a era de justiça. A era eterna também será uma era de graça. Vemos, então, que a era da igreja e a era do novo céu e nova terra serão eras onde a graça será manifestada. Contudo, a era do reino é totalmente de justiça.

Se você não tiver clareza sobre essas eras, sua leitura da Bíblia, sua teologia e sua compreensão bíblica estarão incorretas. Vamos focar a era do milênio. Essa era é uma era parentética, especialmente preparada por Deus, para recompensar os fiéis e punir os pecaminosos. Aquele período será um período especial Podemos citar pelo menos duzentos versículos do Antigo e do Novo Testamento acerca do julgamento justo no reino.

Na língua original, a palavra justiça tem o sentido de ações praticadas. Portanto, entendemos que a justiça será feita aos nossos próprios atos justos.

 “Alegremo-nos, exultemos, e demos-lhe glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma se ataviou, pois foi-lhe dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos”. O linho finíssimo é a justiça nos atos dos que crêem. Portanto referem-se aos nossos próprios atos justos.  

Há muitas evidências de que a era do reino será um tempo de recompensas dadas por Deus a todos os que apresentaram suas obras, seus atos de justiça, e foram aprovados diante do trono de julgamento de Cristo.

“Vi também tronos, e nesses tronos sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade para julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quanto não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e nem receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos” (Ap 20:6).
Esses versículos nos dizem quais serão os reis que reinarão com Cristo mil anos. O reino não é para todos. O reino é apenas para os mártires de todos tempos da era da igreja. É somente para os que rejeitaram Satanás e o Anticristo.

Isso prova que o reino milenar não é dado como um dom gratuito, mas é obtido por meio de obras diante de Deus. Apesar de vermos em outras passagens outros tipos de pessoas reinando, em Apocalipse vemos que deve haver justiça específica antes que possa haver participação nas bodas do Cordeiro. Nos versículos acima, somente os que são mártires podem ser reis. Sem ter a justiça específica e sem ser martirizado, nem um sequer pode ter parte no reinado. Assim é o milênio.

Segundo o ensino de Apocalipse, podemos dizer que no novo céu e nova terra Deus lida com o homem baseado na graça. No reino, entretanto, Ele lida com os cristãos com base na justiça. Portanto, devemos admitir que é no reino que Deus irá nos disciplinar. No novo céu e nova terra tudo é recebido gratuitamente.

Nisso vemos a relação entre o presente e o futuro. Se hoje amarmos o mundo, andarmos segundo a carne, e tivermos um viver desleixado, na era por vir seremos disciplinados por Deus. Mas, se amarmos o Senhor hoje e abandonarmos tudo por causa do Senhor, receberemos a graça de Deus e o Seu galardão. Esse é o ensinamento bíblico acerca destas três eras. Estamos falando o que a Palavra de Deus nos ensina.


É verdade que o homem pode desfrutar a vida eterna hoje. Mas o reino é o tempo no qual Deus lidará com Seus filhos. Se você tiver um viver desleixado hoje, será disciplinado na era vindoura. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A DISCIPLINA DE DEUS NA ERA VINDOURA

"Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama e castiga todo aquele a quem aceita como filho" (Hebreus 12:6)

A Bíblia diz que o Senhor nos disciplina porque nos ama. O homem quando ama, é tolerante, mas Deus quando ama, disciplina. Quando o homem ama, ele é negligente, mas quando Deus ama, Ele é sério. Se Deus não nos tivesse amado, Ele não teria enviado Seu Filho para morrer pelos nossos pecados na cruz. Da mesma forma, se Deus não nos amasse, Ele não nos disciplinaria.

Todo cristão deveria saber que não há contradição entre a disciplina de Deus e a graça de Deus. Pelo contrário, a disciplina de Deus manifesta a graça de Deus. Apesar de crermos que uma pessoa não pode perecer após ser salva, jamais poderemos dizer que essa pessoa nunca sofrerá a disciplina de Deus. 

A questão é se a disciplina de Deus restringe-se a esta era ou se ela se estende à era vindoura também. Essa é uma questão que muitos jamais consideraram. Então vamos examiná-la.

A Bíblia nos mostra que a disciplina de Deus não se restringe somente a esta era. Ela também pode ser vista na próxima era, ainda que muitos tentem defender que a mesma está restrita a esta era. Entretanto, você não conseguirá encontrar na Bíblia nenhuma base para tal ensinamento. Em se tratando de experiência cristã, certamente existe a possibilidade de disciplina na era vindoura.

Muitos não têm sido disciplinados nesta era. Embora sejam filhos de Deus, eles não têm um viver consagrado nesta era. Fazem o que querem e em muitas coisas são desobedientes por toda a vida, até a morte. Alguns têm até mesmo pecados evidentes e transgressões específicas. Não vemos muita disciplina neles. Pelo contrário, vivem tranqüilamente e em paz partem desse mundo. Entretanto, essas pessoas, além de perderem a recompensa, serão disciplinadas no reino. Elas experimentarão uma disciplina específica de Deus.

Portanto, de acordo com a experiência, se um cristão viver na terra, hoje, sem controlar suas paixões, amando o mundo e andando nos seus próprios caminhos, ele será disciplinado na era vindoura. Temos ampla evidência disso na Bíblia.

Em João 15:2 o Senhor diz: “Todo ramo em mim que não dá fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto, Ele o limpa, para que produza mais fruto”

O limpar aqui é uma purificação. Deus poda os elementos desnecessários, supérfluos que são obstáculos para que os ramos produzam mais fruto. Isso é um “tipo” da disciplina de Deus. Portanto, o propósito da disciplina de Deus não é destruir-nos, mas aperfeiçoar-nos a fim de que nos tornemos mais dignos da glória de Deus, da santidade de Deus, e da justiça que é posta diante de nós. 

Portanto, na Palavra de Deus existem dois tipos de purificação: Uma é a purificação pelo sangue do Senhor Jesus; a outra é a purificação que Deus faz por meio do nosso ambiente, família, saúde e trabalho. Se formos displicentes naquilo que não devemos ser, ou se nos recusarmos a eliminar o que for preciso, a mão disciplinadora de Deus recairá sobre nós em nosso ambiente.

Pela Bíblia sabemos que a morte jamais muda alguém. Nenhuma passagem na Bíblia mostra o caso de uma pessoa que tenha sido mudada pela morte. Como, então, se cumprirá o propósito de Deus de estarmos com Ele eternamente? Na eternidade seremos como o Senhor; seremos santos, assim como o Senhor é santo. Mas será que podemos dizer que hoje somos tão santos como o Senhor é? Que somos dignos de estar com o Senhor pela eternidade?

É verdade que o sangue do Senhor Jesus nos limpou e o registro dos nossos pecados foi apagado. Isso é um fato consumado. Mas falando sinceramente, temos Cristo vivendo em nós de forma prática? Temos permitido o Cristo ressurreto expressar-se em nós? Nosso andar hoje ainda é muito diferente daquele que deverá ser na eternidade; hoje estamos muito aquém da santidade, justiça e glória de Deus. Muitos cristãos ainda estão cheios de pecados e imundícies.

Sendo assim, aqui temos um problema. Se as coisas hoje estão tão ruins, mas serão tão boas no futuro, se são tão imperfeitas hoje, mas serão tão perfeitas no futuro, quando ocorrerá a mudança? Deve haver uma mudança em algum lugar ao longo do caminho. Na eternidade , quando estivermos com Deus e o Cordeiro na Nova Jerusalém, estaremos na luz assim como Deus está na luz. Mas quando nos tornaremos esses tais?


O conceito humano é que ao morrer mudaremos, mas a Bíblia nunca afirma que a morte física fará uma pessoa ser santa. Se a morte pudesse mudar um cristão, então ela também poderia mudar uma pessoa não-salva. Contudo, a morte jamais muda alguém.

 Se uma pessoa não muda nesta era, mas estará diferente no novo céu e nova terra, e se a morte não muda as pessoas, então, quando ocorrerá a mudança? A Bíblia nos mostra claramente que na era vindoura haverá disciplina, e essa disciplina nos podará e purificará. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

EDIFICAR COM OURO, PRATA E PEDRAS PRECIOSAS

A passagem mais clara na Bíblia acerca da recompensa é 1 Coríntios 3:14-15:

“Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo”.

Esses versículos e também o seu contexto, nos mostram claramente o que um cristão não pode perder e o que ele pode perder.
Desde que uma pessoa seja salva, certamente está salva para sempre. Contudo, se tal pessoa receberá ou não um galardão, isso não pode ser decidido hoje. A salvação eterna de um cristão já está determinada, mas a recompensa futura é uma questão ainda pendente. Ela é decidida pela maneira como alguém edifica sobre o fundamento do Senhor Jesus.

A nossa salvação independe de como edificamos. Ela depende apenas de como o Senhor edifica. Se a Sua obra é perfeita, certamente estamos salvos. Entretanto, se receberemos ou não a recompensa, ou se sofreremos perda, depende da nossa própria obra de edificação. Se alguém edifica com ouro, prata e pedras preciosas, coisas com valor eterno, sobre o fundamento do Senhor Jesus, certamente receberá galardão. Contudo, se edifica com madeira, feno e palha, não receberá galardão diante de Deus. Ele pode ter muito diante do homem, contudo não terá muito diante de Deus. Isso mostra que é possível uma pessoa perder seu galardão e ter sua obra queimada.

Nunca é demais repetir isto: Graças a Deus que a questão da nossa salvação eterna foi decidida a mais de dois mil anos. Quando o Filho de Deus foi levado à cruz, nossa salvação foi decidida. A verdade do evangelho é muito equilibrada. A salvação depende totalmente do Senhor Jesus. Conceder a salvação depende totalmente do Senhor Jesus. Entretanto, se alguém pode obter sua recompensa ou não, depende da sua própria obra de edificação.

O homem deve crer, e também deve trabalhar. Esse trabalho não é propriamente dele, mas é aquilo que o Espírito Santo tem trabalhado nele. Aqui vimos que é possível perdermos nosso galardão. É igualmente possível sermos reprovados para o reino e privados da nossa coroa. Baseados no ensinamento do Evangelho a respeito do assunto recompensa, entendemos que a nossa posição no reino não está decidida; ela está sujeita a mudanças e não está assegurada.

A Bíblia mostra-nos que o reino de Cristo é eterno. Contudo, alguns entrarão nele somente na eternidade futura, enquanto outros entrarão nele no milênio. O reinado de Cristo começa com o reino milenar. Apocalipse 11:15 diz:

 “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”.

 Esse versículo nos mostra que o reino de Cristo está ligado à eternidade futura; ele perdura para todo o sempre. Entretanto, ele começa com o toque da trombeta do sétimo anjo. Isso será durante a grande tribulação.
Mesmo sabendo nós que a questão de vida ou morte eternas já está decidida, é bom que saibamos que, após alguém crer, há experiências diante dele; ele ainda tem uma caminhada até o reino que está adiante, juntamente com a glória futura que o aguarda. Alguns obterão estas coisas: o reino, a coroa e o galardão; enquanto outros não. É o que diz a Bíblia.

Alguns entrarão no reino de Cristo; outros não estarão aptos para entrar. Isso não significa que aqueles que não puderem entrar no reino de Cristo não sejam salvos. Mas significa que serão retiradas a recompensa e a glória deles. Portanto, precisamos correr e nos esforçar. Se estaremos aptos para reinar com Jesus, no futuro, dependerá de como nos esforçamos hoje.   

 O reino será o tempo no qual Cristo e os cristãos receberão glória juntos. O reino será o tempo no qual Deus recompensará o Seu Filho. Naquele tempo, nós também teremos uma porção. Se vamos ser achados dignos de receber a glória do Senhor, dependerá totalmente do resultado de nosso andar e trabalho pessoais. Não existe questão de mérito no novo céu e nova terra. Mas no reino, somente os que tiverem mérito receberão glória.

O Senhor sofreu perseguição, dificuldades e humilhação. Se somos participantes das aflições de Cristo nessa era da igreja, com certeza nós partilharemos uma porção de glória, com Ele, no reino vindouro:

“Se somos filhos, logo somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8: 17).







segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

 A PERDA DO REINO É A PERDA DA RECOMPENSA

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”
(1ª aos Coríntios 9: 25-27).

De acordo com o contexto, o assunto é a preocupação do apóstolo não com a sua salvação eterna e sim com o risco que ele corria de ser reprovado. Paulo temia que, tendo pregado a outros, ele mesmo fosse reprovado. Ele está dizendo que também poderia ser reprovado apesar de tudo.

No versículo 24, Paulo se compara a alguém que está participando de uma corrida, na qual somente um levará o prêmio. Portanto, o problema aqui não é uma questão de salvação, mas de receber o prêmio. Paulo está falando sobre como uma pessoa salva pode receber o prêmio; ele não está falando de como alguém não-salvo pode ser salvo.

Somente os que são salvos, os que creram no Senhor Jesus, nasceram de novo e tornaram-se filhos de Deus estão qualificados para entrar nessa corrida. Somente os filhos de Deus podem participar e perseguir o prêmio que Deus deseja que ganhemos. Se alguém não é um filho de Deus, não está sequer qualificado para entrar na corrida.   

Em lugar nenhum na Bíblia é dito que a salvação é ganha por corrermos uma carreira. A Bíblia nunca diz que se alguém for capaz de correr mais rápido, então será salvo. Se assim fosse, poucos seriam salvos, e a salvação dependeria de obras. A Bíblia, no entanto, diz que o prêmio vem pelo correr; 
Deus colocou-nos em uma pista de corrida para corrermos uma carreira.

Qual é o prêmio? O versículo 25 diz: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”.

 Aqui é dito que o prêmio é uma coroa. Portanto, a palavra “desqualificado” não se refere à perda da salvação. A palavra “desqualificado”  no versículo 27, significa fracassar em receber a coroa, o prêmio. Se Paulo podia ser desqualificado, então todos nós temos a possibilidade de sermos desqualificados. Se Paulo podia perder seu prêmio, sua coroa, então cada um de nós também tem a possibilidade de perder o prêmio, a coroa.

Pelo que muito desejamos ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Pois todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5:9-10). 

Paulo anelava ser agradável ao Senhor. Quer vivesse ou morresse nesta terra, o seu desejo era agradar ao Senhor. Como ele correu a carreira? Ele não a correu desleixadamente. Ele tinha uma direção certa e um alvo definido. 
Como ele disse certa vez: 

“Prossigo para o alvo pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Se quisermos receber o prêmio, que devemos fazer? “Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão” (v. 27).

Muitos estimam seu próprio corpo acima da vontade de Deus. Se um cristão pode ou não agradar ao Senhor, dependerá do quanto ele pode controlar seu corpo. Muitos não conseguem controlar seu próprio corpo. Sempre que um pequeno estímulo chega ao corpo, toda sorte de pecados acontece. Devemos ver que todos os que não conseguem controlar seu próprio corpo perderão seu prêmio, a sua coroa. Embora possam pregar o evangelho a outros, eles mesmos serão desqualificados.

Nós, cristãos, somos salvos uma vez por todas e jamais perderemos nossa salvação. Mas quando o Senhor Jesus voltar na Sua glória para governar a terra, Ele não dará coroas para todos. No novo céu e nova terra, embora cada pessoa salva receba a mesma glória, não será assim quando o Senhor Jesus vier governar sobre a terra por mil anos, alguns perderão seu prêmio, sua autoridade e sua glória. Alguns não estarão aptos para entrar no reino e não estarão aptos para receber uma coroa.

A palavra do Senhor é muito clara acerca da salvação e da vida eterna: ambas são totalmente provenientes da graça. No entanto, se alguém irá ou não entrar no reino dos céus, dependerá de suas obras. Acabamos de ver que temos de “fazer” a vontade de Deus. Aqui vemos que é necessário esmurrar nosso próprio corpo. 

Exteriormente, podemos realizar muitas obras, mas enquanto não pudermos restringir o nosso corpo, não teremos qualquer chance de entrar no reino e reinar com Cristo. Essa é a verdade revelada na Palavra de Deus.