segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O MISTÉRIO DA GRANDE PEDRA

Nosso desejo com “Diários do Reino” é cooperar com o nosso Senhor, para que Ele desperte em Seu povo a percepção da proximidade de Sua volta e a busca por maturidade espiritual, a fim de sermos vencedores.

Certamente todos os cristãos almejam participar do milênio com o Senhor e ser livrados da grande tribulação; para isso, precisamos crescer na vida de Deus, vencendo tudo o que é contrário a Deus e permitindo que a cruz trabalhe em nós. Assim, certamente receberemos o reino, o qual é como um galardão exclusivo dos vencedores por Cristo.   

O SONHO DO REI NABUCODONOSOR

O livro do profeta Daniel está principalmente relacionado ao tempo do fim, pois as visões nele registradas narram toda a história da humanidade. Isso é especialmente verdadeiro no que diz respeito ao sonho do rei Nabucodonosor (Dn 2). O reino de Judá foi levado para o cativeiro babilônico sob o reinado de Nabucodonosor (Dn 1:1-2), onde permaneceu setenta anos (Dn 9: 1-2).

Daniel, Hananias, Misael e Azarias, quatro jovens judeus da linhagem real, foram escolhidos dentre os cativos para servir ao rei de Babilônia, em seu palácio, como criados. Eles acabaram se destacando entre os demais servos por sua sabedoria e inteligência dadas por Deus (Vs. 17, 19, 20). A Daniel foi concedida também a capacidade de interpretar sonhos e visões (v. 17).

Certa noite, Nabucodonosor teve um sonho que muito o perturbou. Ele convocou todos os sábios do seu reino para que lhe dissessem qual era o sonho que tivera e também a sua interpretação (2:1-9). Isso era humanamente impossível e os sábios não puderam atendê-lo. Por essa razão o rei decretou que fossem mortos todos os sábios de Babilônia.

Daniel e seus companheiros não haviam estado com o rei nem sabiam do acontecido (VS. 15-17). Daniel, ao tomar conhecimento da decisão do rei, foi imediatamente procurar seus companheiros para juntos orarem ao Senhor (Dn 2:17-18) e, como resultado das orações, Daniel teve a revelação do mistério (v. 19).

O sonho que Deus dera a Nabucodonosor foi o de uma grande estátua de terrível aparência. A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze; as pernas de ferro, os pés em parte de ferro, em parte de barro (Vs. 31-33). Além da estátua, havia outro importante elemento no sonho: “Uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou em grande montanha que encheu toda a terra” (Vs. 34 e 35).

De acordo com a revelação que Deus lhe dera, Daniel disse que a cabeça de ouro representava o próprio Nabucodonosor e o reino de babilônia (v. 38). Os dois braços e o peito de prata era a representação do império Medo-Persa sob o governo de Ciro o Persa e Dario, o medo, que invadiu Babilônia durante um banquete promovido pelo rei Belsazar (Dn 5).

O ventre e os quadris de bronze simbolizavam o império Greco-Macedônio, o qual se tornou poderoso sob o reinado de Alexandre, o Grande (Dn 2). As duas pernas de ferro representavam o Império Romano, que dividiu-se em Império Romano do Oriente e do Ocidente. Foi sob o império romano que o Senhor Jesus nasceu e foi morto por crucificação, a pena capital dos romanos.

Por fim, os pés e dedos, em parte de ferro, e em parte de barro, como uma continuação das pernas de ferro, prefiguram os governos de hoje: o ferro são os governos autoritários, e o barro os governos democráticos. Os dez dedos dos pés representam os dez reinos sob o domínio do anticristo que surgirão no final desta era.

Cada um destes reinos grandes e poderosos são, na verdade, a continuação do anterior. Todos eles serão destruídos pela “grande pedra”. Ao longo da Bíblia, muitas e muitas vezes Cristo é citado ou tipificado por uma pedra ou rocha. O próprio Senhor disse ser a rocha sobre a qual o edifício de Deus, a igreja, é edificado (Mt 16:18; 21:42, 44; 7: 24 e 25), tendo os cristãos como pedras vivas (I Pe 2:4-8). Portanto, podemos afirmar que “a grande pedra” não é apenas Cristo, mas é Cristo com Seus vencedores.

Cremos que está muito próximo o dia em que todos estes fatos começarão a acontecer. Ao longo da última década, ocorreram muitas mudanças políticas repentinas e inesperadas, especialmente na União Soviética e na Europa, além do aumento das catástrofes naturais. Tudo isso indica que a vinda do Senhor está muito próxima. No entanto, estas coisas não são o principal indicador. São apenas elementos coadjuvantes.

O que realmente decidirá o fim de todas as coisas é a igreja. Se olharmos para nós mesmos, veremos que ainda não estamos suficientemente maduros para reinar com o Senhor. Necessitamos crescer na vida divina e buscar viver a unidade do Corpo de Cristo conforme o ensino da Bíblia. A experiência de Daniel é um exemplo: mesmo jovem, ele não se deixou seduzir pela glória passageira do reino babilônico, antes tinha o coração totalmente tomado pelos interesses de Deus. Isso fez dele um vencedor, como é afirmado explicitamente em Daniel 12:13, onde é dito que ele se levantará para receber a herança, que é o reino milenar.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos faça Seus vencedores! 

1 comentários:

ANDERSON disse...

Acabei de lê, muito edificante essa mensagem muito boa mesmo, Deus abenõe sua vida Pastor... Deus é conosco.

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