segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Rei e o Reino Milenial

De suma importância na descrição do reino vindouro é o Rei, uma pessoa literal, divino-humana. Ele é descrito pelos profetas como alguém envolvido em glória e seus títulos e nomes tornam perfeitamente claro que ele é ao mesmo tempo humano e divino.
Ele é apresentado como “um homem rei”: “Eis aí está que reinará um rei com justiça, e em retidão governarão príncipes. Cada um servirá de esconderijo contra o vento, de refúgio contra a tempestade, de torrentes de águas em lugares secos e sombra de grande rocha em terra sedenta” (Isaías 32. 1, 2).
É também “um rebento do tronco de Jessé” (Is 11. 1) e como “o Filho do Homem” (Dn 7. 13). Por outro lado, diz-se que ele é “o Senhor” (Sl 2. 7), “nosso Deus” (Is 40. 9, 10), “Deus Forte” (Is 9. 6). Todas as qualificações necessárias estão presentes nele: uma plenitude de poder multiplicada sete vezes: “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Isaías 11. 1, 2).
O seu reinado será um exercício perfeito em procedimento, no caráter de justiça e fidelidade (Is 11. 5). A forma de governo no reino mediatório será monárquica. Isto também é literal. A Bíblia diz que “o governo está sobre os seus ombros” (Is 9. 6).
Ao mesmo tempo que ele tem direito ao trono por ser da linhagem real de Davi pelo lado humano, a Bíblia ainda afirma que o Rei recebe e mantém a   sua autoridade por concessão divina: “Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino” (Dn 9. 26). O Pai declara: “Eu constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião” (Sl 2. 6).
Isso não significa que ele executará cada função pessoalmente, mas que a autoridade final repousa sobre ele, e ele delega e dirige sua execução. Haverá uma mistura perfeita de severidade e ternura. Ele governará as nações com vara de ferro (Sl 2. 7-9), e “entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente” (Is 40. 11). Ele “julgará com justiça os pobres, e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o perverso” (Is 11. 4).
Como resultado destas qualidades sobrenaturais em operação plena, “do incremento deste principado virá paz sem fim sobre o trono de Davi e no seu reino, para firmá-lo e fortificá-lo em juízo e em justiça, desde agora e para sempre” (Is 9. 7). Finalmente, e como nunca foi antes, será a era dourada da civilização sobre a terra.
Venha, Senhor, o teu reino, e seja feita a tua vontade na terra como é feita no céu!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Reino de Deus nas profecias

A profecia no Antigo Testamento começa com algumas referências esparsas e um tanto obscuras nos livros de Moisés. A maior parte destas citações está centrada no Reino mediatório, o que significa dizer que Deus exerce controle sobre este reino através de um representante divinamente escolhido que fala e age por Deus com o povo, por um lado, e por outro representa o povo perante Deus: Ele será o descendente da mulher (Gn 3. 15) que habita nas tendas de Sem (Gn 9. 27), vem através de Abraão (Nm 24. 17) e será um profeta como Moisés (Dt 18. 15).
A Davi é assegurado que sua casa, reino e trono, serão estabelecidos para sempre (I Cr 17. 1-4 e II Sm 7. 14). Isto terá cumprimento pleno em Cristo, que é seu descendente (Lc 1. 31-33). A profecia preditiva faz uma descrição clara do reino vindouro.
Será um reino literal no sentido pleno da palavra. Esse reino não é um ideal abstrato pelo qual os homens estão lutando, mas nunca atingirão. Será tão real quanto qualquer reino na face da terra, tão real quanto o reino histórico em Israel. O lugar verdadeiro, que será seu centro administrativo, é Jerusalém e suas vizinhanças (Ob 12-21).
Um Rei verdadeiro se assentará em seu trono material: “Os teus olhos verão o rei na sua formosura, verão a terra que se estende até longe” (Isaías 33. 17). As nações da humanidade participarão de seu ministério de bem estar e salvação: “porque o Senhor consolou o seu povo, remiu a Jerusalém. O Senhor desnudou o seu santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” (Isaías 52. 9-10).
Os reinos ímpios deste mundo serão levados a um fim repentino e catastrófico na vinda de Cristo, e seu reino os suplantará: “Mas nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2. 44).
Este reino será um reavivamento e a continuação do reino davídico histórico: “Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora na antiguidade” (Amós 9. 11).
Os profetas disseram também que um renovo fiel e regenerado de Israel será restaurado e feito o núcleo desse reino, e assim a aliança com Davi será cumprida: “Certamente, te ajuntarei todo, ó Jacó; certamente, congregarei o restante de Israel; pô-los-ei todos juntos, como ovelhas no aprisco, como rebanho no meio do seu pasto; farão grande ruído, por causa da multidão dos homens” (Mq 2. 12).
“Dos que coxeiam farei a parte restante e dos que foram arrojados para longe, uma poderosa nação; e o Senhor reinará sobre eles no monte Sião, desde agora e para sempre” (Mq 3. 7).
Jerusalém se tornará a capital do grande Rei, da qual ele governará o mundo: “Irão as nações e dirão: vinde e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém” (Is 2. 3).
A manifestação do Reino mediatório também é literal. É algo que faz parte do desenrolar progressivo dos eventos na sequência do tempo. Quando o reino for estabelecido, será precedido por uma série de julgamentos de âmbito mundial que repercutirão em toda a estrutura da natureza: Sol, lua, estrelas, terremotos, inundações, fogo, fome e pestilência, todos eles afetando as nações da humanidade: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Jo 2.3).
Tudo isto significa que o estabelecimento do Reino não será um processo longo, estendido, mas será repentino, catastrófico, sobrenatural, na esfera da experiência sensível, de tal forma que toda a humanidade saberá que Deus está interrompendo o curso da História humana e introduzindo algo divino na ordem natural: “A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse” (Isaías 40. 5).
“De repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos. Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros” (Ml 3. 1-2).
Essas são algumas das muitas evidências proféticas que comprovam o que queremos mostrar: A Bíblia é um livro que nos fala, do princípio ao fim, a respeito do Reino de Deus. Creia nisso e procure acatar o governo de Deus sobre sua vida hoje!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Reino de Deus - Uma doutrina bíblica

São muitas as correntes escatológicas, mas qualquer pessoa que quiser ser honesta na exposição das Escrituras precisa admitir que a Bíblia apresenta uma doutrina do Reino de Deus.
A própria palavra “reino” aparece mais de quatrocentas e cinquenta vezes na Bíblia. Aproximadamente duzentas destas descrevem um reino divino, escatológico. O conceito do reino de Deus envolve, num sentido real, a mensagem total da Bíblia. Não aparece apenas nos ensinamentos de Jesus; encontra-se também de uma forma ou de outra, através da Bíblia em todos os sentidos.
A Bíblia é um livro só. Se tivéssemos de dar um título a esse livro, poderíamos acertadamente chamá-lo “O livro do Reino Vindouro de Deus”. O assunto de ‘domínio’ é introduzido no primeiro capítulo da Bíblia. Imediatamente após a criação do homem à imagem de Deus, o primeiro mandamento dado a ele é acerca do exercício de controle soberano sobre a criação: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1. 28).
Este tema desdobra-se de maneira progressivamente maravilhosa através da Bíblia até que por fim o trono de Deus seja estabelecido na terra (Ap 22. 1, 3) e os santos redimidos reinem com Ele para sempre (Ap 22. 5). As Escrituras assinalam o desenvolvimento deste pensamento de Deus que nos revela que o Seu propósito é estabelecer um reino na terra.
No Sinai, o Senhor organizou Israel em um reino de sacerdotes: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19. 5-6). Moisés seria o mediador de sua palavra ao povo.
Davi foi ungido rei sobre Israel e seu reino deveria durar para sempre: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (II Samuel 7. 16). O profeta Isaías anunciou a vinda de um rei e de um reino que não teria fim: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Isaías 9. 6, 7).
Daniel declarou, depois, que o Deus do Céu estabelecerá seu reino e todos os povos, nações e línguas, o servirão: “Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; seu domínio é domínio eterno, que não passará e o seu reino jamais será destruído” (Daniel 7. 14).
Um anjo foi enviado a Maria para informá-la que Deus daria ao filho nela gerado o trono de Davi seu pai, e que seu reinado sobre a casa de Jacó seria para sempre: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1. 32,33).
Durante seu ministério terreno, e também após a sua ressurreição, Cristo ensinou aos discípulos as coisas concernentes a esse reino e provocou neles a pergunta sobre a restauração do reino a Israel: “E a estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao Reino de Deus. (At 1. 3)
“Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? (At 1. 6).
Paulo encorajou os santos a viverem na espectativa do aparecimento do Rei e seu reino: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino” (II Timóteo 4. 1).
E no último livro da Bíblia, ao soar da sétima trombeta, declara-se que esse reino tão esperado chegara finalmente: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes dizendo: O reino do mundo se tornou de Nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11. 15).
Eis uma prova de que a doutrina do Reino de Deus está expressa em toda a Bíblia! Creia e aceite o governo de Deus em tua vida hoje.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A profecia do Novo Testamento sobre o Reino Milenial de Cristo

“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mateus 24:30).
É muito gratificante saber que Jesus falou estas palavras. A bíblia diz que o Filho veio para revelar o pensamento e os planos de Seu Pai e, por isso, podemos entender que o assunto “Volta de Cristo” é algo oficial.
“Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste” (João 17:7-8).
Esse assunto é sério senão Jesus não iria falar sobre ele. Vamos, portanto continuar examinando as Escrituras e procurando entender um pouco mais a respeito.
Os capítulos 19 e 20 de Apocalipse formam uma narrativa contínua anunciando as bodas do Cordeiro, a volta vitoriosa de Cristo e a sua vitória sobre seus inimigos. No capítulo 19 vemos a descrição da vitória de Cristo sobre a besta e o falso profeta: “Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre” (v. 20).
O capítulo 20 relata a vitória de Cristo sobre aquele que estava por trás da besta, o diabo. A vitória sobre o diabo ocorre em duas etapas. Primeiro ele é acorrentado e trancado no “abismo” por mil anos, para que não enganasse as nações (v. 3), como havia feito através da besta. Apenas no final dos mil anos Satanás é finalmente lançado no lago de fogo e enxofre para receber o mesmo destino que a besta e o falso profeta (v. 10).
 Para nós, essa é a única forma de interpretar Apocalipse 20: 1- 10. Neste texto em especial vemos o relato a respeito de tronos de julgamento, e também sobre pessoas que foram mortas por decapitação, por causa do testemunho de Jesus e por causa da Sua palavra (v. 4). Diz o texto que esses são os que não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão. “E reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos”.
Mais uma menção sobre o Reino Milenial. São várias evidências que nos mostram com clareza que esse assunto é bíblico e verdadeiro do ponto de vista escatológico (doutrina sobre o destino último do homem e do mundo).
A seguir lemos no (v. 5) que os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Está claro que os ressuscitados que reinarão nos mil anos são os que tiveram participação na “Primeira Ressurreição”. Por isso se diz: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição” (v. 6). A nossa maior preocupação hoje é exatamente essa; vamos ou não participar da primeira ressurreição? Quais são os requisitos exigidos para que possamos participar? O que acontecerá com aqueles que não tiverem parte na primeira ressurreição?
Estes são assuntos das próximas páginas desse diário do Reino!  

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Porque devemos crer no reinado milenial de Cristo

“Mas nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Daniel 2: 44).
O primeiro livro apocalíptico foi o do profeta Daniel, e a preocupação principal dos apocalípticos é o fim desta era e o estabelecimento do Reino de Deus. Daniel viu quatro bestas levantarem-se do mar que representam uma sucessão de quatro impérios mundiais. Então ele vê um como que filho de homem vir do trono de Deus e receber um reino que ele traz à terra, e entrega aos santos do Altíssimo. Esta é a maneira de Daniel descrever o fim desta era e o estabelecimento do reino de Deus.
No Apocalipse de João, a besta do capítulo 13 é ao mesmo tempo a Roma da história antiga e um Anticristo escatológico. A primeira coisa que devemos perceber é que os acontecimentos de Apocalipse 20 seguem-se à visão da Segunda Vinda de Cristo, que é retratada no capítulo 19: 11-16. Nesta visão a ênfase recai plenamente na vinda de Cristo como Vencedor.
Ele é retratado montado num cavalo branco, como um guerreiro, acompanhado dos exércitos do Céu. Ele vem como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19:16). Ele vem para batalhar contra o Anticristo, que foi retratado nos capítulos 13 e 17. É digno de nota que a única arma mencionada é a espada que procede de sua boca. Com ela Ele fere as nações (Ap 19:15). Isto é realmente um prodígio. Ele ganha suas vitórias apenas com a sua palavra que é “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4:12). Ele não vencerá pelo uso das armas militares do mundo, mas com sua palavra simplesmente. Ele falará e terá vitória. O tema do Apocalipse de João é o retorno do Senhor para consumar a obra iniciada no jardim do Éden.
Essa foi também uma característica de Cristo em sua primeira vinda a essa terra. Ele enfrentou o império romano e também os poderes religiosos judaicos apenas com a sua palavra e seu ensino sobre o Reino dos céus. Seu foco sempre foi realizar a obra de Seu Pai celestial.
“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele” (Apocalipse 1:7).
Essa é uma doutrina central em cada porção do Novo Testamento. A Encarnação foi uma invasão divina na história na qual a majestade e a glória divinas foram reveladas através e na pessoa de Jesus. A Segunda Vinda será uma segunda invasão divina, na qual a majestade e glória de Deus serão reveladas. Apocalipse 19 é a única passagem no Apocalipse que descreve Segunda Vinda de Cristo. Se esta passagem for interpretada de modo diferente teremos a anulação do ensino teológico sobre o segundo advento de Cristo.   
Jesus utilizou a metáfora de um banquete de casamento para descrever a vinda escatológica do Reino (Mateus 22: 1-14). E comparou a hora da vinda do Reino – desconhecida – com a hora incerta da chegada do noivo (Mateus 25: 1-13). Paulo compara o relacionamento da igreja com Cristo com o de uma “virgem pura a um só esposo” (II Co 11:2). Aqui, a igreja ainda não é a esposa; o casamento, as bodas do Cordeiro, é a união escatológica.
Mais uma vez Paulo compara o relacionamento de Cristo e sua igreja com o de um marido e sua esposa (Ef 5: 25-33), mas o casamento mesmo é visto como futuro, quando a igreja é apresentada perante Ele “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5:27). Além disso, Apocalipse 19: 6-10 anuncia as “bodas (casamento) do Cordeiro” – a união de Cristo com a esposa, a igreja, que acontecerá na volta de Cristo.
No Apocalipse, o casamento em si é uma maneira metafórica de mencionar o ato final da redenção, quando “o tabernáculo de Deus (está) com os homens, e Deus habitará com eles. Note que em nenhum momento é mencionado que nós iremos viver no céu, mas sim que Deus virá habitar com os homens:
“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21:1-3).
Para nós está bem claro: O tabernáculo de Deus descerá até nós, não diz que nós iremos subir até o tabernáculo. Somos feitos para esse planeta, temos um compromisso de dominar e governar essa terra, esse é o propósito eterno de Deus ao criar a terra e tudo que nela há. Cremos e desejamos que Deus não desista nunca deste propósito!   

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Considerações sobre o Reino milenial de Cristo

Uma das doutrinas centrais do Novo Testamento, frequentemente negligenciada, é a do conselho celestial de Cristo, na qual é feita uma declaração a respeito da entronização de Cristo ao lado direito do Deus Soberano dos céus e da terra.
“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hebreus 1: 3).
Este é um tema frequentemente reiterado no Novo Testamento. “De glória e honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de suas mãos. Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés”. (Hebreus 2: 7,8).
“Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés” (Hebreus 10: 12, 13).
Temos aqui uma alusão clara ao Salmo 110: 1: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés”. A ‘direita’ é o lugar de preferência, de poder, de preeminência. Isto tem a ver com o domínio de Cristo como Rei messiânico.
A direita é, com efeito, do trono de Deus. “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como Eu também venci e me sentei com meu Pai no trono” (Apocalipse 3:21). Cristo reina agora, do Céu, como vice-regente de Deus. O reinado de Cristo tem como objetivo subjugar qualquer poder hostil.
“E então virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte”. (I Coríntios 15: 24-26).
A verdade da presente exaltação e reinado de Cristo está expressa claramente na passagem cristológica – Filipenses 2: 5-10. Embora subsistindo em forma de Deus, Cristo não considerou esta igualdade com Deus algo a que devesse se apegar, como Adão tentou fazer. Ao invés, ele se derramou tomando a forma de um escravo, nasceu à semelhança do homem. Reconhecido em figura humana, ele se humilhou tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. É por isso que Deus o exaltou sobremaneira e deu a Jesus o título e a posição de Senhor. O objetivo de Deus é que ao nome de Jesus se dobre todo joelho e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai.
A principal confissão de fé dos cristãos primitivos não era Jesus como Salvador mas de Jesus como Senhor:
“Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10: 9).
Isto é mais do que uma confissão que Jesus é nosso Senhor. É, na verdade, uma confissão teológica na qual reconhecemos que Deus exaltou Jesus à posição de Senhor. Ele é o Senhor; ele foi exaltado à mão direita de Deus. Portanto, nós o fazemos nosso Senhor quando nos submetemos à sua soberania.
Senhorio e reinado são termos equivalentes. Isto se vê neste texto: “Deus é nosso “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores”. (I Timóteo 6: 15). Por isso é que os apóstolos ensinaram e deixaram seus escritos mencionando Jesus como Senhor e Cristo. Cristo significa “ungido” e se refere a seu papel como Rei davídico. Senhor é uma palavra religiosa que significa soberano.
A Segunda Vinda de Cristo será nada menos do que a exibição ao mundo do senhorio e reinado que já são seus. Ele é Senhor agora à destra de Deus. Porém, seu reino presente só é visto com o olhar da fé. É invisível e irreconhecível para o mundo. Porém, quando Ele voltar, será então o desvendamento – revelação – a exibição do senhorio que já é seu. Será a manifestação da “glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”.
O reino milenial de Cristo será a manifestação na história da soberania e reinado que já são seus. 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O milênio - o Reino em ação

“E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”. (Atos dos apóstolos 3: 20-21).
O versículo acima se refere aos tempos da restauração de todas as coisas. Essa restauração afetará não apenas o homem, mas também toda a criação – os céus, a terra, os mares, os animais e até mesmo as árvores. Tudo o que foi amaldiçoado por causa da queda do homem será restaurado. A terra tornou-se anormal, contudo, quando vier o milênio, todas as coisas serão restauradas.
O profeta Isaías diz que quando vier o tempo da restauração acontecerá o seguinte: “O deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá, e também regorgitará de alegria e exultará; a glória do Líbano se lhe deu, a excelência do Carmelo e Sarom; eles verão a glória do Senhor, a excelência do nosso Deus” (Isaías 35: 1-2). O livro de Isaías é uma descrição completa do milênio.
Jesus fala sobre esse aspecto do Reino na explicação da parábola do joio: “Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade”. (Mateus 13: 41). É Jesus falando a respeito da restauração da humanidade durante o seu reinado de mil anos.
Todo reino precisa ter um rei, um território e cidadãos. Por isso é que haverá três tipos de pessoas fazendo parte do reino do Filho do homem: O Rei Jesus Cristo e os seus co-reis, os vencedores, os judeus remanescentes das doze tribos de Israel que serão o sacerdócio real, e os gentios chamados de justos que receberão o privilégio de serem cidadãos do Reino.
A base bíblica para sustentar essa afirmação é a seguinte:
·               Os vencedores – “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e abrir os seus selos; porque foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”. (Apocalipse 5: 9-10).
·               Os judeus remanescentes – “Mas vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus: comereis a abundância das nações, e na sua glória vos gloriareis” (Isaías 61: 6).
·               As nações gentias – Esse grupo está mencionado na palavra profética de Jesus quando se refere a eles como as “ovelhas” em Mateus 25: 33-34; “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Vimos que essas “ovelhas” serão transferidas para dentro da posse do reino milenar para se tornarem cidadãos de lá.
A era do Reino milenar será um tempo para os crentes vencedores e amadurecidos, desfrutarem da recompensa por suas obras e por sua fidelidade e obediência ao Rei. Para estes o milênio será um galardão e um desfrute.  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

As bodas do Cordeiro e a Ceia das suas bodas

“De repente virá ao seu templo o Senhor, a quem buscais, o mensageiro da aliança, a quem desejais; ele vem, diz o Senhor dos exércitos.
Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. (Malaquias 3: 1-2).
As bodas do Cordeiro virão depois do arrebatamento da maioria dos crentes. Haverá muitos arrebatamentos: o das primícias, do filho varão, dos vencedores no mar de vidro, das duas testemunhas, da maioria dos crentes e da respiga. O casamento do Cordeiro virá após todos esses arrebatamentos.
A Bíblia revela que o casamento do Cordeiro se dará após o julgamento no trono de Cristo: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (II Coríntios 5: 10). Por isso nós precisamos entender que o arrebatamento não é um prêmio para os crentes e sim uma convocação, uma intimação, para comparecer ao tribunal de Cristo. É, portanto, um momento de extrema seriedade e devemos encará-lo com certa preocupação. Assim já dizia o profeta Malaquias.
Depois dos arrebatamentos e antes das bodas, haverá o julgamento de Cristo para determinar quais crentes estarão qualificados para a festa das bodas. Se você for galardoado no tribunal de Cristo, participará da festa de bodas. Se não for galardoado, mas desaprovado pelo Senhor, não irá perecer, mas sofrerá uma perda conforme está escrito em I Coríntios 3:13-15 “a obra de cada um se manifestará, porque o dia a demonstrará. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou sobre ele permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá perda; o tal será salvo, todavia como um tição tirado do fogo” (I Coríntios 3: 13-14).
Os salvos que sofrerem perda certamente perderão a festa das bodas do Cordeiro. De acordo com Mateus 25: 1-13, as cinco virgens sábias serão admitidas à festa das bodas, e as cinco tolas serão rejeitadas. O julgamento no tribunal de Cristo não determinará se seremos salvos ou se pereceremos, mas decidirá se receberemos um galardão do Senhor ou se sofreremos perda.
Somente os salvos comparecerão a esse julgamento. Quando o Senhor Jesus estiver descendo do céu à terra, Ele se deterá por um pouco de tempo nos ares, onde cuidará de certos assuntos. O trono de julgamento de Cristo será estabelecido no ar, e as bodas também ocorrerão lá. Depois desse julgamento e depois das bodas, Cristo descerá com os Seus vencedores como um exército para lutar contra o anticristo. Como vemos, os que são selecionados no julgamento serão a noiva e também os convidados na festa. Os convidados serão a noiva corporativa.
Chegamos agora a uma questão crucial: a noiva precisa estar pronta: “regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória! Pois são chegadas as bodas do Cordeiro e a sua noiva já se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro. O linho fino são os atos de justiça dos santos” (Apocalipse 19: 7-8).
De acordo com as revelações proféticas, nós, os salvos, precisamos de duas vestes – uma para a nossa salvação e outra para nosso galardão. A primeira é Cristo como nossa justiça, nossa justificação, que nos capacita a permanecer diante do Deus justo. A segunda é a que nos qualifica a estarmos nas bodas do Filho de Deus. A segunda veste é a obra do Espírito Santo dentro de nós. Na verdade é o próprio Cristo no qual vivemos e que também vive em nós. É o Cristo que se expressa por meio de nós em nosso viver diário. Essas são as justiças dos santos.
Embora essa questão seja muito séria, a maioria dos cristãos só se importa com a primeira veste. Alguns pensam: “Já que estamos justificados, redimidos e salvos, tudo está bem”. Não dê ouvidos a isso. Você pode estar muito bem no que concerne a sua salvação, este foi um trabalho executado por Cristo na cruz. Mas e quanto ao galardão?
Você não precisa apenas de justificação – também precisa de aprovação. Quando comparecer diante do trono de julgamento de Cristo, Ele aprovará você?
“Mas quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não estava trajado com vestes de núpcias. Perguntou-lhe: amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? Ele, porém ficou calado.
Disse então o rei aos servos: amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas , onde haverá pranto e ranger de dentes. Pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 22: 11-14).
Somente aqueles que têm a segunda veste, produzida pelo trabalho de aperfeiçoamento do Espírito santo, é que serão escolhidos e qualificados para estar na festa das bodas do Cordeiro.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Reino e o Arrebatamento

Ela deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. (Apocalipse 12: 5).
Convivo com cristãos evangélicos a mais de quatro décadas e percebo que o “arrebatamento” é um assunto que faz parte do contexto doutrinário de todas as denominações. A maioria acredita que quando acontecer esse arrebatamento todos os crentes irão subir para os céus e então se acabarão os sofrimentos. Os arrebatados poderão viver para sempre em um lugar maravilhoso onde não haverá tristeza e nem dor. E esse lugar é a Nova Jerusalém celestial.
Essa interpretação é muito comum e empolgante, pois fala de uma fuga dos problemas em nosso planeta terra. Nesse caso o arrebatamento é encarado como uma recompensa para os crentes, onde Deus estaria retirando seu povo desta terra e abandonando o restante da humanidade ao seu próprio destino, como uma espécie de castigo pelos seus pecados.
Essa é uma maneira superficial de interpretação escatológica. É ensinado que os crentes que foram lavados pelo sangue do Senhor, que foram regenerados pelo Espírito, que foram salvos, agora estão aguardando a volta do Senhor Jesus quando então seremos todos arrebatados. Falando de uma maneira geral, isso é correto, e não há nada de errado nisso. Entretanto, essa é uma apreciação rápida, descuidada e superficial do assunto.
Estou preocupado com alguns leitores deste blog porque tudo o que entra em primeiro lugar em nossa mente é difícil de extrair. Uma vez que alguém tenha assimilado a idéia de que todos os crentes serão arrebatados antes da tribulação, é muito difícil libertar-se dela.
A primeira coisa que devemos entender é que o arrebatamento é muitas vezes comparado com uma colheita: Deixai crescer ambos juntos até a ceifa. Por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio, atai-o em molhos para queimá-lo; então colhei o trigo e recolhei-o no meu celeiro. (Mateus 13: 30).
A colheita é a recompensa de quem plantou e não da planta. O arrebatamento cumpre uma função que satisfaz a Deus que está recolhendo ao seu celeiro aquilo que semeou. Portanto, não devemos encarar o arrebatamento como uma recompensa aos crentes. Se assim o fazemos estamos sofismando a respeito de algo tão maravilhoso.
Há muitos aspectos importantes e precisamos de tempo para aprofundar, mas quero focar sobre este ponto. O arrebatamento cumpre um propósito para Deus. Conforme vimos no versículo de Apocalipse 12: 5, o filho varão é arrebatado para Deus e para o Seu trono. Esse “Filho Varão” irá reger ou governar todas as nações com vara de ferro. Pode-se, então, afirmar que o objetivo desse arrebatamento é para a implantação do Reino.
Vimos em páginas anteriores que a profecia de Daniel nos coloca diante da revelação de que o Reino de Deus será entregue nas mãos do povo do Altíssimo, para que exerçam autoridade sobre as nações da terra tendo o Rei Jesus como a autoridade soberana. Essa é a nossa esperança:
O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo passaram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e ele reinará para sempre. (Apocalipse 11: 15).
Assim, concluímos que o arrebatamento serve aos propósitos de Deus relativos ao Seu Reino e por isso não concordamos com a idéia de que Deus arrebata seus filhos para retirá-los da terra, abandonando assim seu propósito eterno. Não creio que Deus irá desistir de governar a terra toda por meio de seus filhos. Vamos subir sim, mas para o julgamento do “Tribunal de Cristo” onde as obras serão julgadas e os vencedores serão recompensados.
Logo a seguir se dará a volta de Cristo com os seus vencedores para derrotar a besta, o falso profeta e o anti-Cristo. Após o que será iniciado o reinado de Cristo com seus vencedores pelo período de mil anos.
Vi também tronos, e aos que se assentaram sobre eles foi-lhes dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal na nem nas mãos.
Reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
Sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.
(Apocalipse 20: 4,6).
Esperemos o arrebatamento sim, mas não como uma fuga do mundo, porém como uma preparação para um trabalho importante que é governar a terra em nome do nosso Pai, o Altíssimo e Soberano dos céus e da terra!   

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Reino dos Céus é para os santos

Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de eternidade em eternidade. (Daniel 7: 18).
Essa revelação que encontramos no livro do profeta Daniel nos diz, literalmente, que os santos do Altíssimo receberão o Reino e o possuirão para todo o sempre, porém, uma grande parte dos cristãos fica confusa a respeito da palavra “santos”. Alguns pensam que os santos são pessoas super-espirituais que viveram acima dos simples mortais e que foram premiados com esse título depois de sua morte.
No entanto, quando a Bíblia se refere aos santos ela se refere aos “filhos de Deus, cada um dos que entraram no Reino pela fé e confiança em Cristo como Salvador e Senhor. Pela fé você é um santo, e se você é um santo, você é um herdeiro do Reino de Deus.
A palavra santo vem da mesma raiz da palavra santificado. Ser santificado significa “ser separado para um determinado fim; ser reservado para um propósito especial”. Vemos esse conceito de forma clara em Deuteronômio:
Pois tu és um povo santo ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. (Deuteronômio 7: 6).
Portanto, ser santo é ser separado para Deus, é ter sido escolhido para pertencer ao Altíssimo. Da mesma forma que a nação de Israel foi escolhida no passado nós somos o povo escolhido da nova aliança. Como santos nós somos santificados e separados para o propósito especial de Deus. Coletivamente nos somos a Igreja, a ecclésia em grego, que também significa “os chamados”.
Nós somos os que receberão o Reino. Nós somos os que verão restaurados o poder, autoridade e domínio dos filhos do Altíssimo. O Reino não está reservado apenas para nós, mas para muitos, muitos outros que ainda estão fora e precisam ser trazidos para dentro. É por isso que quando Cristo nos salvou e nos trouxe ao seu Reino, Ele nos fez embaixadores para que pudéssemos ser enviados e trazer outros para ele.
Ser santo significa também que estamos equipados e fortalecidos para viver em vitória e exercer nossa autoridade de domínio agora, em nossa vida cotidiana. Não precisamos esperar até morrer ou até Jesus voltar para começar a desfrutar dos benefícios do Reino. Significa que não precisamos nos arrastar dia após dia equilibrando o orçamento apertado, jogando as contas para o próximo pagamento. Nós temos a autoridade do Reino e o Senhor quer que a usemos. Ele quer nos abençoar e nos levar ao pleno potencial que colocou em nós.
Ele espera que nós façamos uso, pela fé, de tudo o que deixou disponível para nós. A escolha é nossa. É uma questão de mentalidade, de aprender a pensar, falar e agir como realeza que somos, ao invés de sermos como escravos que o Diabo quer fazer o povo de Deus pensar que é.
Infelizmente a forma de pensar de uma grande parcela de cristãos é exatamente oposta ao que Deus quer. Muitos olham para sua luta diária com uma atitude de desespero ou resignação, assumindo que as suas circunstâncias nunca irão melhorar. Olham para as suas contas de luz, água, e outras e pensam que não darão conta de pagá-las. Cada dia é cheio de preocupação e tensão nervosa para fazer o dinheiro cobrir as despesas.
Esta é a forma de um rei pensar? Que tipo de rei se queixa ou se preocupa em ter que pagar contas? É tudo uma questão de mentalidade. A mentalidade do Reino diz: “Tragam os problemas. Vamos enfrentar os desafios. Eu nasci para isto. É este o meu tipo de situação. Jesus e eu estamos prontos para qualquer coisa. Venha, traga-os”.
A mentalidade do Reino é uma mentalidade de guerreiro. Quando necessário, reis vão à guerra para defender seu domínio. Estão dispostos a lutar até a morte a fim de preservar seu reino e derrotar um agressor. Realeza diz respeito à proteção, exercício de autoridade e recuperação de territórios. Algumas vezes isto significa até mesmo guerrear no território do próprio inimigo, como o fez Jesus Cristo.
O inimigo está sempre espreitando ao redor, procurando dividir e conquistar, para destruir nossas vidas e devorar nossas posses. Uma mentalidade escrava simplesmente se curva e se entrega à demanda do inimigo, assumindo que não tem outra escolha. A mentalidade do Reino encara o inimigo e diz: “Sem chance! Isto é meu, e você não vai me roubar nunca mais. Eu sou um rei e filho de Deus, e Ele deu este território para mim!”
Devemos estar dispostos a lutar por aquilo que sabemos que é nosso. Nós devemos estar prontos para ficar firmes, tomar a autoridade no nome de Jesus e recuperar o que é nosso por direito.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Filho de Deus - Filho do Homem

Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.
Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu ao Filho ter a vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. (João 5: 25-27).
Jesus afirmou que possuía o poder de dar a vida e o poder de executar julgamento sobre os homens. Ambos os atos pertencem somente à jurisdição de Deus. Somente Deus pode dar a vida, e como o Filho de Deus é da mesma essência – do mesmo “material”- que o Pai, o Filho pode igualmente dar a vida.
Por outro lado, o único qualificado ou “legítimo” na terra para julgar sobre os homens é alguém que seja descendente do homem. Para ser qualificado a isto, esse descendente precisaria ser sem pecado, porque somente alguém que não tem pecado próprio poderia assumir tão alta posição. Ninguém a não ser Jesus foi encontrado com essa qualificação, Ele foi encontrado perfeito.
Nascido de uma mulher, nascido de uma virgem da linhagem de Davi, Jesus era um “Filho do homem” porque era plenamente humano. Convém entender que, como Deus deu aos homens a autoridade sobre a terra, seria uma espécie de ingerência estranha vir alguém de outro plano e com outra estrutura para agir em nosso planeta. Deus respeita os Seus princípios.
Jesus, o Filho do homem, estava qualificado para julgar a raça humana por ser um humano, portanto, Ele era legalmente apto. Tudo o que Jesus fez em seu ministério terreno – curar doentes, ressuscitar mortos, expulsar demônios, acalmar tempestades, alimentar multidões com um punhado de alimento – Ele o fez investido de autoridade como Filho do homem.
Era necessário que Deus se tornasse homem a fim de expandir Seu amor e poder no reino terreno. Pelo projeto, Deus deu o domínio da terra à humanidade, e somente os seres humanos têm jurisdição “legal” aqui. É por isso que sempre que Deus quer fazer algo na terra Ele procura trabalhar através de agentes humanos. Em Jesus Ele teve o homem perfeito para iniciar Seu trabalho.
O QUE ISSO SIGNIFICA PARA NÓS? Significa que ainda que Jesus fosse o Filho de Deus, em carne, Ele não teve nenhuma vantagem a mais do que nós. Jesus teve a mesma natureza humana que nós temos. Teve um corpo físico que ficava cansado e que conheceu a dor. Ele necessitava de descanso regular assim como nós. Ele tinha fome e sede que precisavam ser saciadas. Ele enfrentou as mesmas tentações, ainda que nunca tenha caído em pecado. Ele agiu sob o poder do Espírito Santo e mais tarde deu o mesmo Espírito a nós.
Em tudo que fez Ele reivindicou sua autoridade como o Filho do homem. Nós temos a mesma natureza de Jesus, somos também filhos de Deus. Em Cristo nós temos a mesma autoridade na terra porque nós somos humanos como Ele era. O problema para muitos de nós é que não sabemos quem somos. Nós nos tornamos um reino de reis ignorantes: ignoramos nossa identidade, habilidades, poder e autoridade.
Há muito tempo esquecemos (se é que soubemos) de tudo o que o inimigo roubou de nós. Depostos, derrotados e abatidos, como ‘um filho pródigo’ ficamos assentados no chiqueiro, enquanto mordiscamos as bolotas dos porcos. Nunca levantamos os olhos do nosso espírito para ver que as riquezas do nosso Pai também são nossas. Basta que estendamos as nossas mãos e desfrutemos delas.
Nosso maior inimigo hoje é a ignorância. O que não conhecemos está nos matando, ou pelo menos está nos privando de uma vida abundante. O remédio para a ignorância é o conhecimento, por isso Deus nos mandou a Sua Palavra – Sua Palavra viva na pessoa de Seu Filho. Cristo veio para remover nossa ignorância sobre Deus e Seu Reino e nos ensinar sobre nossa herança e realeza como filhos do Pai.
Jesus é a luz do mundo. Luz significa conhecimento. Ele veio nos mostrar quem realmente somos e expor o reino falso do inimigo. Colocando de outra maneira, Jesus veio para nos apresentar a nós mesmos e para nos chamar a sermos as pessoas que Deus sempre soube que poderíamos ser. Ele veio nos chamar de volta para casa.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A Igreja precisa compreender e crer

O reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os governantes da terra o servirão e lhe obedecerão” (Daniel 7: 27).
Continuando a reflexão a respeito das visões proféticas de Daniel, no capítulo sete, vemos que o verso 27 menciona três coisas específicas que os filhos do Altíssimo receberão quando tomarem posse definitiva do Reino:
·         SOBERANIA
·         PODER; e
·         MAJESTADE OU GRANDEZA.
Soberania significa autoridade absoluta. Por isso nós cristãos cremos e pregamos que Deus é soberano nos céus e na terra. Ele é soberano porque Sua palavra é lei. Deus é o único Soberano verdadeiro porque não responde a ninguém exceto a si mesmo. Toda soberania restante é soberania delegada, implicando em alguém que delega, e que é maior.
Dentro do espaço de nossa soberania delegada, nós temos autoridade absoluta. Isso significa que nós temos autoridade para permitir ou proibir ações. Quando não permitirmos que algo errado aconteça e o inimigo se voltar contra nós para se vingar, nós podemos confrontá-lo e em nome de Jesus tomar autoridade sobre a situação. Este é um direito que temos como cidadãos do Reino.
Quando Jesus restaurou o Reino para nós, não nos deu uma fachada bonita com nada dentro. Junto com o Reino nos deu o poder, poder para conquistar, prosperar, viver em vitória, ser alegre, e para cumprir nosso potencial.
“Chamando a si os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades” (Mateus 10: 1).
Finalmente, com o Reino vem a grandeza. O homem foi criado à imagem de Deus, e isso nos dá um diferencial importante que coroa nossa atividade criativa. Somos projetados para governar sobre o domínio terrestre. Infelizmente, por causa de nossa situação de pecadores decaídos, temos a imagem de Deus apenas como uma sombra fraca em comparação com nossa glória anterior à queda.
Quando somos restaurados ao Reino nós somos restaurados à grandeza porque retornamos ao lugar e ao ambiente para o qual nós fomos criados. Jesus disse que a chave para a verdadeira grandeza é ‘humildade e serviço’. Lembre-se de que em sua visão, Daniel viu os reis servindo ao Rei. Mais uma vez, Jesus deu o exemplo quando Ele, o Rei dos reis, pegou uma toalha e uma bacia de um servo e lavou os pés dos Seus discípulos. Em outra ocasião disse-lhes: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10: 45).
Nós não fomos criados para dominar uns aos outros, ou para sermos dominados, mas para servir igualmente uns aos outros como reis e sacerdotes no Reino do nosso Pai. É somente quando nós compreendemos nosso lugar e nosso papel no Reino que nós poderemos experimentar inteiramente o significado da grandeza.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O profeta Daniel não pôde compreender

É normal que um profeta fique estupefato diante de uma visão totalmente surpreendente. Se nós tivéssemos visto o que ele viu também ficaríamos assim. Certamente Daniel ficou profundamente marcado por sua visão, não apenas pelo poder e pela majestade das imagens, mas também pelo mistério que as envolvia. Daniel estava muito longe de saber o que significavam.
Eu, Daniel, fiquei agitado em meu espírito, e as visões que passaram pela minha mente me aterrorizaram. Então me aproximei de um dos que ali estavam e lhe perguntei o significado de tudo o que eu tinha visto.
Ele me respondeu, dando-me esta interpretação: ‘Os quatro grandes animais são quatro reinos que se levantarão na terra. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para sempre; sim, para todo o sempre’. (Daniel 7: 15-18).
Embora as quatro bestas representassem quatro reinos humanos que estavam por se levantar, aquele não era o aspecto mais importante. O que é importante é a promessa no verso 18 de que “os santos” – os filhos de Deus – receberão e possuirão Seu Reino para sempre, um tempo infinitamente mais longo do que a posse de reinos do mundo, não importando quão grandes e poderosos eles pareçam ser.
Daniel desejou saber o significado da quarta e mais terrível besta, assim como o significado dos dez chifres em sua cabeça, e principalmente do pequeno chifre, com olhos e boca, que substituiu os três que caíram.
Enquanto eu observava, esse chifre guerreava contra os santos e os derrotava, até que o Ancião veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo; chegou a hora de eles tomarem posse do Reino. Ele me deu a seguinte explicação: ‘O quarto animal é um quarto reino que aparecerá na terra.
Será diferente de todos os outros reinos e devorará a terra inteira, despedaçando-a e pisoteando-a. Os dez chifres são dez reis que sairão deste reino. Depois deles um outro rei se levantará e será diferente dos primeiros reis.
Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os seus santos e tentará mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues nas mãos dele por um tempo, tempos e metade de um tempo. Mas o tribunal o julgará, e o seu poder lhe será tirado e totalmente destruído, para sempre.
Então a soberania, o poder e a grandeza dos reinos que há debaixo de todo o céu serão entregues nas mãos dos santos, o povo do Altíssimo. O reino dele será um reino eterno, e todos os governantes o adorarão e lhe obedecerão’. Eu Daniel, fiquei aterrorizado por causa dos meus pensamentos e o meu rosto empalideceu, mas guardei estas coisas comigo. (Daniel 7: 21-28).
O que será que nós (a raça humana) perdemos com a queda, o céu? Não. Nós não viemos do céu, nem fomos criados para o céu. Nós fomos criados do pó da terra para governar sobre a terra. O que nós perdemos na queda foi o Reino. Jesus morreu na cruz e se levantou dos mortos não para nos levar ao céu, mas para nos trazer de volta à possessão do Reino que nós perdemos.
Satanás lutará contra essa revelação porque ele sabe que o conhecimento da verdade sobre esse assunto nos libertará das ilusões religiosas inculcadas em nossas mentes durante séculos. Este é o conflito que vivemos hoje, até mesmo dentro das nossas igrejas, onde existe resistência e incredulidade. Só posso crer que a procedência de tais atitudes é maligna.
Verifique qual é sua posição hoje com relação à mensagem do Reino dos céus. Cuidado para não se achar lutando a favor das trevas pensando estar a defender a posição de Deus. Peça esclarecimento e Cristo te esclarecerá. Se não consegues compreender tudo, não significa que não seja verdade. Se os líderes que você conhece não pregam sobre o Reino não significa que o Reino não existe. Peça a Deus que abra os teus olhos para que possas ver.
E fazei isto, conhecendo o tempo. Já é hora de despertarmos do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado.
Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. (Romanos 13: 11-12).
Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. (Efésios 5: 14).

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O profeta Daniel e as visões do Reino de Deus

O profeta Daniel foi um dos homens que mais recebeu revelações e visões sobre o Reino de Deus. De fato, o livro de Daniel é focado inteiramente na soberania de Deus sobre os reinos dos homens. Ele relata que os reis da terra muitas vezes se opuseram à força e à vontade de Deus, mas nunca puderam vencê-Lo.
Nem a fornalha de fogo ardente de Nabucodonosor, nem o covil de leões famintos foram suficientes para matar os servos de Deus. Daniel fazia parte da “geração exilada”, aqueles jovens judeus que foram removidos de sua pátria pelos babilônicos e transferidos forçosamente para a Babilônia.
Apesar de ser um estrangeiro exilado, Daniel alcançou, pelo desígnio de Deus, uma posição de proeminência e foi considerado um líder civil e um administrador competente no governo Babilônico. Além de suas qualidades morais e competência intelectual, Daniel era um homem íntegro que amava a Deus. Por causa dos seus dons espirituais ele serviu diretamente a diversos governantes na Babilônia.
Destacamos entre as diversas profecias liberadas por Daniel uma que se encontra no capítulo sete de seu livro. Aqui Daniel relata um sonho e uma visão que veio a ele próprio, na qual se revela o caráter e a majestade impressionante do Reino de Deus.
Ele viu quatro bestas assustadoras que se levantavam do mar. A primeira era “como um leão com asas de águia” As asas foram arrancadas, e a besta ficou sobre dois pés e recebeu o “coração de um homem” (Daniel 7: 4). Veio em seguida uma criatura que se parecia com um urso. Depois desta veio outra que se parecia com um leopardo, porém tinha quatro cabeças e quatro asas como de ave em suas costas.
A quarta besta era a mais aterrorizante de todas, pois tinha dentes de ferro, enormes, com os quais ela “esmagava e devorava” suas vítimas. Tinha, também, dez chifres. Enquanto Daniel observava a cena, três dos chifres foram arrancados e substituídos por um chifre menor, o qual “possuía olhos como os olhos de um homem e uma boca que falava com arrogância”. (Daniel 7: 8).
Essas quatro bestas representam as forças demoníacas que atuam por meio do poder, da perversidade e da corrupção de muitos governos do mundo. A cena seguinte no sonho de Daniel coloca esses poderes malignos em sua perspectiva correta. O que se segue assegura-nos a derrota certa de Satanás e o triunfo absoluto do Reino de Deus.
Enquanto olhava, os tronos foram colocados, e um ancião se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono era envolto em fogo, e as rodas do trono estavam em chamas. De diante dele, saía um rio de fogo. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dele.
O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos. Continuei a observar por causa das palavras arrogantes que o chifre falava. Fiquei olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo foi destruído e atirado no fogo.
Dos outros animais foi retirada a autoridade, mas eles tiveram permissão para viver um período de tempo. Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um “filho de homem”, vindo com as nuvens do céu. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença. Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram.
Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído. (Daniel 7: 9-14).
Daniel viu isso cerca de 500 anos antes do nascimento de Jesus. Satanás foi julgado, seu poder destruído, e seu ‘corpo’ lançado no fogo ardente. O fogo que consome, e que simboliza a perda de poder.
Para nós isso tem um significado importante: Mesmo que Satanás e as forças das trevas estejam ainda ao nosso redor nos molestando, está escrito na Escritura da Verdade que o seu poder e autoridade serão quebrados. Sua destruição final espera a consumação de todas as coisas com o retorno previsto de Cristo.
É por isso que nós não temos que nos render à derrota ou ao desespero em nossa vida diária. Nós podemos viver em vitória e caminhar em confiança porque o poder de nosso inimigo foi quebrado. O Senhor nos dá autoridade sobre ele. Nós estamos entre aqueles que se assentam no julgamento contra ele, juntamente com o nosso Rei. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

As antigas profecias sobre o Reino de Deus

Os salmistas não eram as únicas pessoas dos tempos do Velho Testamento que tiveram entendimento e compreensão do reinado de Deus e de como os reinos deste mundo estão relacionados a ele. Muitos profetas também tiveram visões e revelações poderosas sobre a glória e o esplendor de Deus e do Seu Reino. Uma das mais conhecidas visões é encontrada no livro do profeta Isaías.
No ano em que o Rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo. Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam.
"E proclamavam uns aos outros: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória”. Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça. Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! (Isaías 6: 1-5).
O profeta Isaías reconheceu imediatamente que estava na presença da santidade e glória absolutas. Tinha “visto o Rei, o Senhor dos Exércitos” e a majestade de sua visão o prostrou tanto que ele temeu por sua vida. Sua própria natureza humana pecaminosa foi tão ressaltada ao encontrar a pureza e santidade impressionantes de Deus, que Isaías acreditou que seria derrubado a qualquer momento. Mas ao invés disso, ele experimentou a justiça misericordiosa de Deus.
Logo um dos serafins voou até mim, trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz. Com ela tocou a minha boca e disse: “veja, isto tocou os seus lábios; por isso sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado”. Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “quem enviarei? Quem irá por nós?” E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! (Isaías 6: 6-8).
A visão que o profeta Isaías teve de Deus, o Rei, precipitou uma crise espiritual em sua vida. Aquela experiência com a autoridade suprema o inspirou. Ele se tornou um embaixador do Senhor Todo-Poderoso, e passou a proclamar a mensagem do Reino de Deus a um povo de coração endurecido  que havia rejeitado e ignorado esse Reino.
Podemos verificar o progresso de sua pregação quando ele registrou a visão que recebera a respeito do herdeiro do Rei e sobre a natureza e o caráter de Seu Reino:
Porque um menino nos nasceu, um Filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso. (Isaías 9: 6-7).
Eis aí uma descrição resumida das principais características do reinado de Deus por meio de Seu Filho Jesus Cristo: É um Reino governado por um Deus poderoso e eterno, e que é Maravilhoso Conselheiro (um sábio e justo Juiz); um Reino caracterizado pela paz, pela justiça, e pela retidão.
Creio que você deve estar pensando: quando isso se cumprirá? É certo que Isaías estava correto, pois a primeira parte da profecia se cumpriu quando Jesus nasceu em Belém da Judéia, e quando o Cristo de Deus nos foi dado para ser o nosso rei salvador. Porém, não pudemos ver ainda a total expansão de seu domínio, bem como o estabelecimento global de Sua justiça, mas tão certo quanto Jesus Cristo existe, nós cremos que o Reino de Deus triunfará e se expandirá sobre toda a terra. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso!
Siga lendo Diários do Reino que estaremos analisando outras profecias a respeito do Reino de Deus. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um Rei falando sobre o Reino

O livro dos Salmos está cheio de referências que deixam claro que o rei Davi e outros salmistas de Israel conheceram e reverenciaram Deus como o Rei dos reis: “O Senhor é rei para todo o sempre; da sua terra desapareceram todos os povos” (Salmos 10: 16).
O rei Davi compreendeu que os reinos humanos são temporários, mas o Reino de Deus é eterno: “Abram-se, ó portais; abram-se ó portais eternos, para que entre o Rei da glória. Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras. Abram-se ó portais; abram-se ó portais eternos, para que o Rei da glória entre. Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos exércitos; ele é o Rei da glória! (Salmos 24: 7-10).
Nesses versos, Davi, o segundo e maior rei de Israel, exaltou e reconheceu o Senhor Deus como o “Rei da glória”, aquele que estava entronizado para sempre. Com a frase “Rei da glória”, Davi exalta Deus como o maior Rei de todos e digno da mais elevada estima.
“Pois o Senhor altíssimo é temível, é o grande Rei sobre toda a terra! Ofereçam música a Deus, cantem louvores! Ofereçam música ao nosso Rei, cantem louvores! Pois Deus é o Rei de toda terra; cantem louvores com harmonia e arte. Deus reina sobre as nações; Deus está assentado em seu santo trono” (Salmos 47: 2, 6-8).
“O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do teu Reino” (Salmos 45: 6).
Davi estava focado no Reino de Deus. Embora ele mesmo fosse um rei, Davi conhecia seu lugar. Ele compreendeu seu papel como um rei abaixo de Deus, uma autoridade representativa que deveria representar Deus diante do povo, e como um sacerdote, representar o povo diante de Deus. Ele é um exemplo para todos nós quanto ao nosso lugar no Reino. Como Davi nós somos chamados para governar como reis neste mundo e também para cumprir o papel sacerdotal de conduzir espiritualmente as pessoas nas regiões terrenas.
O reinado de Davi foi considerado justo e reto. Apesar das falhas conhecidas e dos pecados cometidos em momentos de fraqueza, Davi foi considerado como um homem segundo o coração de Deus. Saul havia fracassado em obedecer e o seu mandato foi reprovado pelo Senhor, por isso, diz a Bíblia, Deus procurou um homem segundo o Seu coração:
“Agora, porém, não subsistirá o teu reino; o Senhor já buscou para si um homem segundo o Seu coração, e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porque não guardaste o que o Senhor te ordenou” (I Samuel 13: 14).
De forma que, Davi reinou com os olhos voltados para o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e chegou ao fim de sua vida com a mesma firmeza de caráter. Ao aconselhar seu filho Salomão, que iria sucedê-lo no trono, ele disse-lhe:
“Eu vou pelo caminho de toda a terra. Esforça-te, pois, e sê homem. Guarda as ordenanças do Senhor teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos e os seus mandamentos, os seus juízos e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés, para que prosperes em tudo o que fizeres e por onde quer que fores” (I Reis 2: 2-3).
Davi descansou de sua missão como governante em Israel. Ele reinou em nome de Deus durante quarenta anos e foi fiel em tudo. É assim que devemos viver aqui em nossa peregrinação terrena. Sendo retos diante de Deus, proclamando o Seu Reino e fazendo a Sua vontade aqui na terra como é feita no céu. Quem assim fizer com certeza prosperará em seus caminhos, pois Deus é fiel e justo para conosco.
Deus seja louvado!